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Como ter um relacionamento duradouro

Como ter um relacionamento duradouro

Como ter um relacionamento duradouro

Casais já vieram me perguntar o motivo para alguns relacionamentos darem certo e, embora não exista receita infalível para que relacionamentos durem, alguns vencem o teste do tempo e das dificuldades.

Esse assunto, Como ter um relacionamento duradouro, pode se tornar bem extenso mas, para torná-los mais dinâmico, irei mencionar somente alguns pontos que considero importantes para que casais possam desfrutar de sucesso e alegria:

  1. Casais são equipes

Muitas pessoas adentram relacionamentos com a expectativa de mostrar quem é o chefe. Competições frustrantes e intermináveis arruínam qualquer relacionamento.

Em contrapartida, quando ambos consideram seus companheiros como parceiros, membros da mesma equipe, uma completa o que falta no outro.

O conceito de “tampa da panela” não está muito distante da realidade. mais eficaz considerar seu parceiro (a) como aquele que complementa, não aquele que mostra o que você deveria saber e não sabe, deveria fazer mas não faz. Considere como aquele que possui qualidades que enobrecem o casal, quem tem capacidade em cumprir tarefas que você não está habilitado a fazer.

Mas atenção, a noção de que só existe uma pessoa certa para cada um é incorreta e pode causar mais problemas que trazer soluções. Amor à primeira vista normalmente é um sintoma de enfatuação e não de amor verdadeiro. Cuidado!

Num casal funcional, cada um entende e aceita seu papel no relacionamento. Não estou falando de machismo ou ditaduras, mas sim de uma simbiose equilibrada, onde cada um entende seu papel (acordado em casal, seja qual for) e trabalha em função disso. Cada um entende que tem características, talentos e conhecimentos diferentes do seu companheiro e ambos usam todas suas qualidades somadas em favor da felicidade coletiva.

Ambos aceitam as qualidades do seu companheiro e não ficam competido para mostrar que “pode mais”.

  1. Casais doam-se mutuamente

Lembro a história que me contaram há muitos anos, sobre um casal que era muito pobre. Ele tinha um violão de muito apreço e tocava maravilhosamente. Ela tinha cabelos loiros lindos e sedosos, uma beleza rara.

Num natal, estavam sem dinheiro para sequer comer, ele decidiu vender o violão para comprar um pente de marfim de presente a ela, para que pudesse continuar cuidando dos seus maravilhosos cabelos loiros.

Ela resolveu cortar e vender seu cabelo para conseguir comprar cordas novas para o violão que ele tocava tão maravilhosamente e os alegrava em seus momentos juntos.

Resultado, nenhum dos dois recebeu o que precisava. Ela ganhou um pente que não servia para nada, e ele ganhou cordas para um violão que não tinha mais. No entanto, ambos receberam provas de amor maiores do que qualquer presente!

Muitas pessoas, principalmente jovens, me perguntam como é possível ser feliz doando-se 100% para o outro (a). O segredo está na troca.

Quando as pessoas se doam 100%, a soma nunca é menor que 200%! Em outras palavras, quando o marido faz todo possível para que sua esposa seja feliz, e a esposa faz todo possível para que seu marido seja feliz, os dois sempre vão estar felizes. Será sempre uma troca justa.

  1. Casais aceitam a realidade

Não tente mudar o companheiro (a) e “consertar” seus defeitos. Claro, todos somos capazes de mudar e crescer, mas a pressão de forçar uma mudança num comportamento ou caráter é algo arriscado e, na maioria das vezes, uma aposta que não trará resultados.

Se já escolheu errado e os defeitos de seu parceiro (a) são intoleráveis, seja realista e aceite suas opções:

  • Divórcio – o que pode ser muito doloroso tanto para você quanto para seus filhos e seu companheiro.
  • Continuar lutando para se adaptar e ser feliz com a pessoa que escolheu

Não é o intuito deste artigo discutir essas opções. No entanto, pondere cuidadosamente a situação. Peça conselhos a pessoas treinadas, converse com seu companheiro. Faça terapias de casais e decida qual é o melhor caminho.

Caso não tenha escolhido errado, mas esteja pensando em escolher, leia o artigo Como escolher o parceiro ideal. possível que esse artigo ajude na hora de entender sua realidade antes de escolher viver com ela em um casamento ou relacionamento sério.

Aceite seu companheiro (a) do jeito que é e aprenda a ama-lo (a) ao seu máximo. Muitas vezes os defeitos que vemos nos outros são os que nós temos ou já tivemos no passado. Então seja consciente e paciente em aceitar as experiências de vida de quem ama mas que cresceu em outros ambientes, com valores diferentes, histórias de vida diferentes, crenças diferentes, professores diferentes, etc.

Quando aceitamos os outros como são, temos menos motivos para discussões e atritos. Claro, há coisas que devem ser discutidas e corrigidas, caso sejam severas ou críticas, como violência, grosserias, vícios, etc. Mas, quem muda deve mudar de dentro para fora, e nunca de fora para dentro.

  1. Casais exigem de si mesmos

Basicamente, os casais dão suporte e apoio um para o outro, incentivam e provêm um porto seguro, onde sentimentos podem ser expressados honestamente sem represálias ou críticas. Onde as fraquezas são motivos de compaixão e empatia, não de comentários depreciativos e brincadeiras humilhantes.

Indiferente disso, o esposo exige de si mesmo ser atencioso com sua esposa, ser observador, em trata-la com respeito, com paciência na hora de se vestir, com compreensão na hora da insegurança e principalmente em cumprir seu papel de companheiro físico e emocional.

Ele exige de si mesmo um romantismo cativante, boa vontade em aprender a dançar, cantar, tocar um instrumento, ou qualquer outro talento que traga variedade à vida do casal e família. Exige de si mesmo fazer as tarefas de casa quando a esposa estiver cansada, quando o neném acorda de madrugada, quando os filhos querem passear e assim por diante. Ele mantém sua saúde, é arrumado e organizado, mesmo sob tormentas da vida.

A esposa mantém-se atraente para seu marido, arrumada, saudável e agradável. Deseja crescer junto com ele, mesmo que isso exija sacrifício dela, em trabalhar para ajudar a manter o lar e aprender algo novo em curso ou faculdade. Ela é carinhosa e atenciosa com seu marido, mesmo quando o mundo parece estar caindo sobre seus ombros.

Ambos trocam palavras agradáveis e amáveis como “Obrigado”, “Por favor” e “Eu amo você”. Também exigem de si mesmos elogiar as qualidades de seu companheiro (a) e ignorar os defeitos e idiossincrasias que são irrelevantes à felicidade do casal.

E, quando os filhos vêm, ambos exigem de si mesmos serem melhores do que seus próprios pais, sempre questionando seus paradigmas e concentrando-se em amar seus filhos e sua família.

  1. Conhecem a si mesmos

Todo autoconhecimento é vantajoso em um relacionamento. Quando as pessoas não conhecem a si mesmas são capazes de agir por impulso e fazer coisas que trazem dor aos que amam e, muitas vezes, a si próprios.

Existem vários questionários disponíveis gratuitamente na internet que permitem que se auto descubram, que percebam suas qualidade e defeitos de maneira objetiva e direta. Dessa forma é mais fácil entender por que agem ou reagem de certas maneiras e se torna possível treinar-se para corrigir essas dificuldades.

Todos temos nossos “botões” e devemos sempre procurá-los para que sejamos capazes de controla-los ou mesmo destruí-los. Indiferente disso, conhecer a si mesmo facilita a vida do companheiro (a) pois assim não há necessidade de adivinhar ou “pisar em ovos”.

Testes como MBTI, Cores, Hartman Colors, e FiveLabs podem auxiliar no autoconhecimento.

Conclusão

Em conclusão, existem várias coisas que casais podem fazer para melhorar seus relacionamentos. Mas, em todos os casos, manter um relacionamento saudável é igual a qualquer outro hábito saudável: Deve ser feito sempre e com atenção.

Em outras palavras, relacionamentos não duram por causa de eventos impactantes, mas sim das sutilezas do dia-a-dia. No final, eventos, datas e situações são esquecidos com o tempo, mas os sentimentos semeados e nutridos por anos se transformam em um amor poderoso e com raízes indestrutíveis.

No filme “À prova de Fogo“, é mencionada a analogia do estudo conjugal: Quando estamos namorando, consideramos nosso conhecimento sobre nosso parceiro como o ensino médio.

Quando casamos, seguimos para a faculdade conjugal e aprendemos com nossos erros e acertos como é viver com alguém. Nessa época podemos transformar nossa afeição em amor, ou podemos matar a afeição e causar um divórcio.

Contudo, nossa meta deve ser chegarmos ao doutorado (PhD) conjugal, onde conhecemos nosso companheiro (a) tão bem que somos capazes de adivinhar seus pensamentos. Conhecemos seus maiores medos e maiores conquistas e somos capazes de tornar o relacionamento em um porto seguro, um pedacinho do céu.

 

Porque não faço minhas visitas de mestre familiar?

Porque não faço minhas visitas de mestre familiar?

Porque não faço minhas visitas de mestre familiar?

Em um discurso proferido em uma reunião geral do sacerdócio da Igreja, o Presidente Ezra Taft Benson ensinou:

“Sinto-me motivado a falar-lhes do programa do sacerdócio que foi inspirado desde sua criação” um programa que toca corações, que muda vidas e que salva almas; um programa que tem o selo de aprovação do Pai Celestial; um programa tão vital que, se for seguido, vai ajudar a renovar espiritualmente a Igreja e exaltar seus membros e suas famílias.”

Esse programa é o de Mestres Familiares. Instituído desde os primeiros anos da restauração do evangelho, mas muitas vezes negligenciado pelos membros do sacerdócio.

E Por que essas visitas não são feitas? Seguem alguns dos motivos:

TEMOR DE FALAR EM PÚBLICO

Apesar de não ser considerado um grande público, uma família visitada se torna um público. Os sintomas fisiológicos relacionados ao temor de falar em público incluem suor, dificuldade em respirar, gagueira, torpor de pensamento, tremedeira, etc. Em alguns casos, esse temor pode ser tamanho incomodo para o mestre familiar que esse acaba por não fazer nenhuma visita, para não ter que experimentar os sintomas novamente.

MEDO DE RESPONSABILIDADE

As famílias visitadas são responsabilidade da dupla de mestres familiares. O bem estar financeiro, emocional e mesmo social das famílias deve ser analisado e sua manutenção acompanhada. Para alguns, saber dessa responsabilidade, se torna um peso emocional muito grande e causa pavor e medo.

MEDO DE ENSINAR

Relacionado ao temor de falar em público, o medo de ensinar é mais comum em duplas que visitam membros com mais tempo de igreja, com mais conhecimento, ou de cargos mais importantes na ala ou estaca. Como que o mestre familiar deve ensinar uma família que está tão firme no evangelho, ou que sabe tão mais que o próprio mestre familiar?

FALTA DE TREINAMENTO EM COMO FAZER VISITAS

Não existe receita de bolo. Normalmente, uma oração para abrir e outra para finalizar a visita, uma conversa sincera para verificar a situação espiritual, emocional, financeira e social da família, uma breve mensagem, muitas vezes da Liahona. Mas, nada impede que seja somente um momento de descontração, de amizade, de fortalecimento de laços.

TIMIDEZ

Dependendo da personalidade do mestre familiar, a timidez pode ser tênue ou acentuada. Em qualquer instancia, a timidez pode ser minimizada pelo convívio. As primeiras visitas sempre são as mais incomodas, mas com o tempo, quando a amizade se solidifica, a timidez desaparece.

FALTA DE CONHECIMENTO DO EVANGELHO

A falta de conhecimento está relacionado ao medo de ensinar, pois para muitos, o evangelho ainda não é tão claro. O testemunho é claro, aquele sentimento de segurança que o evangelho é verdadeiro, que Jesus é O Cristo, que Joseph Smith restaurou a verdade, que o Livro de Mormón é a palavra de Deus, que a Bíblia é a palavra de Deus. No entanto, um estudo completo de toda doutrina, das escrituras, o conhecimento da estrutura da igreja, do sacerdócio, leva anos de estudo e dedicação. Para alguns, esse caminho ainda está sendo trilhado e, portanto, temem não saber o suficiente para serem capazes de ensinar outrem.

FALTA DE TEMPO

Talvez o pior e maior problema dos nossos dias. Todos estamos atrás de pagar as contas, estudar, criar nossos filhos, meditar, aprender, e assim por diante. Gosto de comentar o paradoxo do tempo: Se formos fazer tudo que nos dizem que devemos fazer “” escovar os dentes 3 vezes ao dia, usar desinfetante bucal; estudar as escrituras, cuidar da casa, fazermos exercícios, trabalharmos 8 horas por dia, cuidarmos de nossos filhos, estudarmos algum assunto do nosso interesse, etc, o dia teria que ter 48 horas.

Portanto, conseguir fazer tempo para visitas de mestre familiar exigem disciplina e força de vontade.

Em qualquer uma dessas situações, podemos procurar o apoio de nossos líderes, do Senhor e do Espírito, através de oração, jejum e estudo.

Não podemos tratar o ensino familiar com pouco caso. O chamado do ensino familiar deve ser aceito como se tivesse feito pessoalmente pelo Senhor Jesus Cristo.

O trabalho de Mestres Familiares é um dos alicerces da ala. Quando fortalecemos nossos elos, entre famílias, podemos fortalecer nossa ala.

Os mestres familiares podem: … certificar-se que a igreja se reúna amiúde e também certificar-se que todos os membros cumpram seus deveres” (D&C 20:53-55).

“…visitar a casa de todos os membros, exortando-os a orarem em voz alta e em segredo e a cumprirem todas as obrigações familiares” (D&C 20:51).

Mesmo se nunca fomos visitados, podemos melhorar nossa espiritualidade e gratidão ao Senhor visitando nossos irmãos da ala.

Pierre Beaumarchais disse:

“Só nos interessamos pelos problemas dos outros quando os nossos não nos preocupam.”         

Apesar de não ter encontrado a referência, lembro da história do pai que não consegui acalmar o recém-nascido, que chorava de fome, num trem. Os outros passageiros aguentaram pacientemente, mas acabaram por se irritar com o rapaz ordenando que fizesse o choro irritante parar. Com lágrimas nos olhos, o pai exclamou que não conseguia, pois estava na hora da criança mamar, mas a mãe estava num caixão, no vagão de trás.

Nessa hora, os outros passageiros perceberam sua falta de empatia, se enterneceram e começaram a se oferecer a ajudar o pai desesperado.

O evangelho nos ajuda a abrir nossos olhos e enxergar o amor de Cristo. Mesmo com todo o sofrimento dele, tudo que Ele fez foi por nós!

Que possamos ver os problemas dos outros e percebemos que nossos problemas não são tão grandes.

Onde for possível, os mestres familiares visitam os membros em casa pelo menos uma vez por mês. Os mestres familiares também procuram outras maneiras significativas de zelar pelas famílias que lhes foram confiadas e de fortalecê-las. Eles podem, por exemplo, prestar serviços í  família ou entrar em contato com os membros da família por correspondência ou telefone.

Os mestres familiares representam o Senhor, o bispo e os líderes do quórum ou do grupo. Podem ser uma importante fonte de ajuda para os membros. Eles consultam o chefe da casa para informarem-se das necessidades da família e sobre como podem ser mais úteis.

Os mestres familiares se informam dos interesses e das necessidades dos membros da família e se lembram de acontecimentos especiais na vida deles.

Quando necessário, os mestres familiares ajudam os pais a assegurarem-se de que os filhos sejam abençoados, batizados e confirmados. Também podem ajudar os pais a assegurarem-se de que o Sacerdócio Aarônico e o Sacerdócio de Melquisedeque sejam conferidos aos filhos homens e que sejam ordenados aos ofícios do sacerdócio na idade certa.

Os mestres familiares oferecem ajuda quando o membro está desempregado, enfermo, solitário, de mudança ou com outras necessidades.

Os mestres familiares ajudam os membros a fortalecer a no Pai Celestial e em Jesus Cristo e os incentiva a fazer e guardar convênios sagrados. Esse serviço é particularmente importante para os membros novos e para os membros menos ativos.

Os mestres familiares marcam suas visitas em horários convenientes para as pessoas e famílias. Devem lembrar-se de que são convidados dos membros a quem visitam.

Em conclusão, afirmo que o programa de mestres familiares tocam os corações, fortalecem laços de amizade e elos entre líderes e famílias. Caso tenha dificuldades com suas visitas, procure seu Bispo, presidente do Quórum, Sumos Sacerdotes, ou mesmo líderes da Sociedade de Socorro, para as professoras visitantes.

Ler também //www.lds.org/topics/home-teaching?lang=por