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Amor é uma escolha, use ferramentas

Relacionamentos Duradouros, amor é uma escolhaO Amor é uma escolha, use ferramentas

Antes de iniciar os argumentos deste artigo, preciso deixar completamente claro que conheço minhas fragilidades, defeitos e frustrações. Muitas vezes me arrependo de escolhas do passado e fico desejoso em conserta-las, ou mesmo voltar atrás. Frequentemente redescubro minha mediocridade e me vejo humilhado por minhas próprias falácias. Portanto, em todos os pontos discutidos neste texto, faço com total reconhecimento de que não sou perfeito, e muito menos um exemplo para outros. Dado o aviso, prossigo com o artigo.

Desde meu divórcio, em 2012, tive a oportunidade de conhecer e fazer amizade com mais de uma dúzia de mulheres, de todos os tipos de personalidade e históricos de vida. Dessa experiência recente, posso afirmar que meu pouco conhecimento em psicologia, hipnoterapia, grafologia, MBTI, entre outros, me auxiliaram a ser mais realista e criterioso na hora de escolher com quem me relacionar.

Nesses 5 anos, já disseram que lembro o Christian Grey (cinquenta tons de cinza) – na parte eclética do personagem, não no comportamento – por mais hilário que isso possa parecer. Já elogiaram minha voz – dizendo que até bula de remédio fica interessante com minha narração – e que sou um deus grego (bonito e intelectual). Recebo inúmeros elogios por ser um pai dedicado, detalhista, participativo, preocupado, presente, e por, principalmente, estar lutando pela guarda de minha filha. Mas, também já recebi críticas de tentar ser manipulativo, de opinião forte e por não deixar entrarem no meu íntimo. Já cheguei a ouvir que tenho transtorno de Asperger (autismo) por parecer “insensível”.

Com certeza também já surpreendi algumas com meu comportamento pacífico e calmo – que contradiz o que o senso comum sobre o que meu signo projeta. Mas, também já surpreendi com meu jeito introspectivo e pouco falador – que facilmente causa pausas perturbadoras nas conversas.

Indiferente de tudo isso, algo que tem sido difícil tanto para essas mulheres (que na maioria dos casos são doces e agradáveis) quanto para mim, é o fato de eu ter dificuldades em me relacionar de forma mais séria, incluindo por causa dos meus problemas em minha batalha pela guarda de minha filha (que é um tabu para ser discutido em outra ocasião).

Embora não exista receita de bolo para relacionamentos, e após longa consideração sobre as dificuldades em encontram uma pessoa compatível, cheguei a algumas conclusões, as quais gostaria de discutir:

Sentir empatia não dá passe livre para opinar

Empatia é uma qualidade maravilhosa, que permite que uma pessoa se coloque (ou pense) no lugar de outra, potencialmente compreendendo como a pessoa se sente, sendo capaz de ter compaixão e caridade. No entanto, há situações na vida, que são tão incomuns, que somente aqueles que já passaram pela experiência são capazes de sentir empatia por outros que estejam passando pela mesma coisa.

A morte de um parente próximo, como pai, mãe, avós, etc. trata-se de um evento traumatizante, indiferente das crenças que a pessoa possa ter sobre a “pós vida”. A perda de alguém próximo significa que não a verá mais nesta vida (se houver crença pós vida) ou mesmo nunca mais. Esse é um sentimento estarrecedor e muito triste. Aqueles que nunca passaram por isso podem até tentar consolar com discursos, abraços longos, sermões, ou qualquer outra coisa, mas nada vai preencher o vazio daquele momento. Esse é um exemplo mais extremo, mas existem várias outras situações que somente quem vivencia sabe exatamente o sentimento.

Abuso, maus tratos, assédio, dores físicas, ossos quebrados e várias outras experiências são únicas e quase impossíveis de estarem sujeitas a simples empatia, se não for algo já vivenciado por quem pratica a empatia.

Considerando essa premissa, muitos se veem no direito de comentar, opinar ou mesmo tentar apresentar um “plano de ação” para quem está na situação. As pessoas que não estão vivenciando, quando tentam “ensinar” quem está na vivencia, muito raramente tem a mínima noção do que estão falando. Frases comuns que os “empáticos” dizem: “Você tem que perdoar”, “você tem que desapegar”, “você tem que reagir”, “você tem que mudar sua vida”.

Talvez, algumas pessoas necessitem desse tipo de pressão ou sugestões, mas quem não tem conhecimento de causa não deveria opinar no que não tem conhecimento. Esse comportamento demonstra imaturidade e desgasta relacionamentos, sejam amizades, namoros ou casamentos.

Maturidade não tem nada a ver com idade

Já me falaram várias vezes para procurar alguém com idade mais compatível com a minha. Concordo que a idade influencia na maturidade (obvio), mas anos de vida nem sempre resultam em anos de maturidade. Esse ponto é claramente discutido nos livros O Código da Inteligência e A Trilha menos percorrida.

Quando as pessoas “reagem” e entram em “piloto automático” – agindo e reagindo de forma irracional – elas acabam por desgastar e destruir relacionamentos. Se uma pessoa não sabe se comportar em várias situações, como é possível conviver com essa pessoa? É claro que ninguém é perfeito, mas pessoas maduras são capazes de se abstrair o suficiente para conseguir perceber que estão agindo de forma errada. E, se não estão conseguindo sozinhas, aceitam que precisam de ajuda – todos precisam de ajuda – e aceitam ajuda.

O que é melhor, uma pessoa que já viveu muitas experiências e tem idade mais compatível, mas que está tão cheia de imaturidades, que uma pessoa de 18 anos estaria no mesmo nível de comportamento?

Não estou justificando buscar alguém de 18 anos, mas sim mostrando que idade não deve ser o determinante na hora avaliar maturidade.

Personalidade importa

As mídias sociais são uma ótima ferramenta para se conhecer a personalidade das pessoas. Já comentei sobre esse assunto antes, mas uma pessoa que posta selfies de forma compulsiva demonstra narcisismo, ou um pseudonarcisismo que tenta encobrir sua autoestima inexistente. Uma mulher ou homem que constantemente posta fotos exibicionistas, cultuando o físico, e repostando sobre o físico dos outros (como objeto sexual) mostram que isso é o que mais lhes importa. Isso é algo óbvio, mas que aparentemente muitas mulheres e homens de hoje em dia (em busca de milhares de “curtidas” e “seguidores”) esquecem e voltam a fazer.

O corpo físico enfraquece e envelhece, mas o conhecimento, personalidade e caráter são para sempre. Estudos recentes mostram que a falta de uso da mente favorece o desenvolvimento de doenças mentais como Alzheimer, demências, etc. O corpo envelhece de qualquer jeito, e quando essas pessoas sem personalidade perderem os tônus físicos, tudo que vai sobrar é um invólucro velho e enrugado, sem nenhum conteúdo.

Se uma pessoa tem um belo corpo físico, mas é impossível de conviver, quando sua beleza física desaparecer, o que essa pessoa vai ter para oferecer em um relacionamento?

Auto sabotagem é suicídio afetivo

Essa é uma crítica alheia, mas também pessoal, pois já me vi várias vezes pendendo a agir da mesma forma, por causa das minhas próprias inseguranças. Auto sabotagem é comum, mas maléfico a qualquer relacionamento. O medo de ser rejeitado é comum, mas se for inflado a ponto de se tornar uma fantasia, pode provocar comportamentos irracionais e irreais.

Se uma pessoa acha que a outra é “boa demais para ser verdade” e se permite começar a se rebaixar, se auto criticar e se desvalorizar, pode acabar por sentir tanto receio e medo de que a outra pessoa não a queira mais (afinal “o que EU posso oferecer para ele (a) ”) que acaba por rejeitar preventivamente, mesmo que a outra pessoa esteja feliz no relacionamento.

Parece absurdo? Logicamente, é absurdo, mas muitas pessoas se deixam levar por esses devaneios e acabam por destruir relacionamentos maravilhosos.

Ciúmes exagerados são nocivos

Ciúmes podem ter várias formas. Não é obrigatoriamente ciúmes da “competição”. Esses ciúmes podem se manifestar em desfavor de amigos, hobbies, empregos, serviços voluntários, espiritualismo (igrejas principalmente) e pior, nos filhos do companheiro (a). Em um relacionamento que tive em 2013, cheguei a ouvir que eu dava “atenção demais” para minha filha. Será que a pessoa conseguiu perceber o absurdo dos seus ciúmes?

Assustadoramente, essa situação acontece mais frequentemente do que desejamos, em que o companheiro (a) começa a querer controlar sua agenda, seus horários, seus hobbies, seus amigos. Esse tipo de comportamento destrói a individualidade, e provoca desconfiança, mesmo quando o outro se submete a todas essas exigências, pois ciúmes exagerados são um tipo de Obsessão Compulsiva, que não é nada normal.

Geralmente, esses ciúmes só tendem a aumentar, e destroem completamente qualquer relacionamento. Se você, ou a pessoa que ama, sofre de ciúmes doentios, ela precisa de ajuda profissional (terapia).

Incerteza provoca incerteza

Quando a pessoa elogia, reconhece seu valor, sente atração física, mas constantemente volta atrás – “chove, mas não molha” – a outra parte começa a sentir insegurança e dúvidas sobre o relacionamento.

Essa pessoa tem vergonha de estar com você? Essa pessoa está mentindo sobre seus sentimentos? Essa pessoa não sabe o que quer?

Consegue enxergar o dilema que a incerteza causa em ambas partes em um relacionamento? Se a pessoa não tem certeza que quer estar com você, então não existe relacionamento. Se você não tem certeza que quer estar com aquela pessoa, deixe-a ir. É melhor sofrer com a verdade, do que sofrer com uma desilusão em longo prazo.

Seja honesto (a) consigo mesmo e respeite os sentimentos da outra pessoa, a ponto de permitir que ela a ame genuinamente, ou siga em frente, para ser feliz com alguém que retorne seu afeto. Não fique “com medo de machucar” com a verdade, pois a mentira machuca mais em longo prazo.

Como filtrar pretendentes?

Quais são os critérios que eu uso para julgar um possível relacionamento? A maioria é clichê e já são conhecidas. Mesmo assim, abaixo comento cada um dos critérios, que me auxiliam até hoje a saber escolher um relacionamento.

Lista de prós e contras

Muitos já ouviram falar de listas de prós e contras. Acredito que esse método pode ter maiores resultados se cada item da lista PRÓ e CONTRA possuir uma nota ou atribuição de peso. Ou seja, se uma pessoa tem várias qualidades maravilhosas, mas aquele 1 defeito é extremo e impossível de se conviver, então o resultado seria CONTRA essa pessoa.

Por exemplo:

PRÓSPontosCONTRASPontos
Inteligente10Ciúmes doentios50
Carinhosa10Poucos estudos5
Trabalhadora10
TOTAL3055

Pela tabela acima, a pessoa possui várias qualidades, mas seu defeito tem um peso muito maior e a conclusão é que esse relacionamento não tem futuro.

Com esse tipo de avaliação, é muito mais fácil conseguir determinar quando um relacionamento vale a pena. Lembre-se que não é qualquer item isolado que determina a conclusão, mas uma avaliação realista e sincera do que é importante ou não. Se uma pessoa tem o “mau” habito de sair com os amigos sem avisar, mas que isso não é algo extremo (seu julgamento) então a pontuação não deve ser em detrimento das muitas qualidades que a pessoa possui.

Acompanhar postagens em mídias sociais

Como já comentei anteriormente, as mídias sociais são ferramentas extremamente úteis para avaliar a personalidade, caráter, opinião, hábitos, ideias de qualquer pessoa. Se as suas postagens são gritantes e opostas aos seus princípios, opinião, caráter, etc. então não há dúvidas que um relacionamento com essa pessoa não vai ter futuro. Pessoas que postam demais sobre si (selfies e postagens óbvias que buscam “curtidas”) mostram exatamente onde estão seus focos.

Pessoas que promovem bullying online, racismo, apologia ao crime, drogas, bebidas, desrespeito às mulheres, etc. mostram rapidamente suas opiniões sem precisar se expor a um relacionamento problemático. Se um homem postar sobre a sexualidade feminina e retratar as mulheres como objetos, ele nunca irá tratar uma mulher com decência e respeito.

Observar, conversar e analisar

Se o relacionamento tiver prosperado ao ponto de proporcionar oportunidades para observação, então observe com cuidado. Veja como se porta em meio a amigos, familiares, colegas de trabalho, em sua igreja, com seus filhos.

Converse sempre e preste atenção a contradições (age de uma forma, mas fala de outra) afim de determinar se está lidando com alguém sincero e genuíno, ou se é alguém que está “atuando” o papel de companheiro (a) ideal, até conseguir o que busca.

Seja objetivo e analítico durante as primeiras fases do relacionamento, para ter certeza que a pessoa realmente é aquilo que professa. Recomendo a leitura do livro da Ana Beatriz Barbosa Silva, Mentes Perigosas – O psicopata mora ao lado. Esse livro abre os olhos e justifica porquê observar, conversar e analisar.

Determinar a personalidade e compatibilidade

Pessoalmente, tenho a ferramenta da grafologia[i] como auxílio, além de todas as outras mencionadas a seguir. De qualquer forma, saber avaliar a personalidade da pessoa ajuda na hora de determinar se as personalidades (sua e dele (a)) são compatíveis é vital. Existem várias ferramentas de avaliação, incluindo MBTI (Myers-Briggs Type Indicator), Hartman Color Codes e até o signo (sendo o último somente em complemento das anteriores).

A personalidade da pessoa pode ser um complemento ou um paradoxo na sua vida, e deve ser levado em consideração na hora de avaliar se um relacionamento é possível. A atração física sempre é importante, mas a compatibilidade de personalidades é mais importante em longo prazo. Se a pessoa quer ser aceita com suas qualidades e defeitos, mas não quer aceitar os defeitos  de seu companheiro (a) e exige mudanças, então provavelmente um dos dois terá que se anular, e terão um relacionamento infeliz. Esse comentário serve tanto para homens quanto mulheres.

[i] Grafologia é o estudo da personalidade através da letra / escrita

Estudar sobre comportamento humano

Ao final deste artigo, listei vários links úteis e livros sobre o comportamento humano que considero valiosos tanto para o autoconhecimento, quanto para compreender como as outras pessoas agem, e porque reagem.

Esse conhecimento pode ajudar a lidar com várias situações, desmistificando e esclarecendo o motivo para as pessoas agirem do jeito que agem. Também ajuda a entender que os comportamentos dos outros não são um reflexo de sua personalidade, mas sim algo inerente a elas mesmas.

Estudar o comportamento dele (a)

Mesmo depois de acumular todo o conhecimento teórico, é vital continuar sempre aprendendo sobre a pessoa com quem temos um relacionamento. Seja um relacionamento romântico, ou mesmo com amigos, filhos, e pessoas queridas.

Relacionamentos são escolas, as outras pessoas são motivo de estudos aprofundados. Saber mais sobre aqueles que amamos aumenta ainda mais nosso amor e interesse por elas. Claro, esse interesse deve ser mútuo, para que o relacionamento seja duradouro, mas estar fora da zona de conforto deve ser sempre a meta e ferramenta de um relacionamento ideal.

Ter um modelo de “pessoa ideal”

Um modelo de pessoa ideal inclui todas as qualidades, tanto físicas quanto intelectuais que você considera mais atraentes. Essa lista pode incluir qualquer coisa. Ela não precisa ser pública e nem publicada em mídias sociais, como propaganda de “procura-se”.

A lista deve ser sincera e honesta, como um ponteiro de norte que aponte na direção da pessoa certa. Será muito difícil, se não impossível, encontrar alguém que possua todas as qualidades da sua lista. Mas essa pode auxiliar na busca pela pessoa que você considere “perfeita”.

Uma lista de qualidades, por ordem de importância, pode ser:

  1. Empatia
  2. Lealdade
  3. Inteligência
  4. Afetuosidade
  5. Educação
  6. Diplomacia
  7. Determinação
  8. Disciplina
  9. Atitude
  10. Beleza Física
  11. Estrutura social e financeira
  12. Engenhosidade (criatividade)
  13. Saber gerenciar um lar
  14. Talentos (música, artes, etc)

Conclusão

Apesar de todos os critérios que me auxiliam, estou ciente de que o fator “atração” sempre tem um valor alto, por mais que os outros itens tenham peso no veredito final. Não me considero um expert em relacionamentos, nem um Don Juan conquistador de mulheres. No entanto, pensei ser importante comentar minhas “descobertas” (que não são novidades, só são com minhas palavras) sobre relacionamentos, suas armadilhas e dificuldades.

 

Leitura adicional

Livros

  • A Linguagem Corporal do Amor – Dicas Para Se Tornar Mais Atraente Para o Sexo Oposto. PEASE, Allan e BARBARA
  • Mentes Perigosas – O Psicopata mora ao lado. SILVA, Ana Beatriz Barbosa
  • Pare de se sabotar e de a volta por cima. FLIPPEN, FLIP
  • A Trilha menos percorrida. PECK, M. SCOTT
  • O Código da Inteligência. CURY, Augusto

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Formulário de Prós e contras

Caso tenha dúvidas, ou comentários, fique à vontade em participar, usando o formulário abaixo.

 

Como ter um relacionamento duradouro

Como ter um relacionamento duradouro

Como ter um relacionamento duradouro

Casais já vieram me perguntar o motivo para alguns relacionamentos darem certo e, embora não exista receita infalível para que relacionamentos durem, alguns vencem o teste do tempo e das dificuldades.

Esse assunto, Como ter um relacionamento duradouro, pode se tornar bem extenso mas, para torná-los mais dinâmico, irei mencionar somente alguns pontos que considero importantes para que casais possam desfrutar de sucesso e alegria:

  1. Casais são equipes

Muitas pessoas adentram relacionamentos com a expectativa de mostrar quem é o chefe. Competições frustrantes e intermináveis arruínam qualquer relacionamento.

Em contrapartida, quando ambos consideram seus companheiros como parceiros, membros da mesma equipe, uma completa o que falta no outro.

O conceito de “tampa da panela” não está muito distante da realidade. mais eficaz considerar seu parceiro (a) como aquele que complementa, não aquele que mostra o que você deveria saber e não sabe, deveria fazer mas não faz. Considere como aquele que possui qualidades que enobrecem o casal, quem tem capacidade em cumprir tarefas que você não está habilitado a fazer.

Mas atenção, a noção de que só existe uma pessoa certa para cada um é incorreta e pode causar mais problemas que trazer soluções. Amor à primeira vista normalmente é um sintoma de enfatuação e não de amor verdadeiro. Cuidado!

Num casal funcional, cada um entende e aceita seu papel no relacionamento. Não estou falando de machismo ou ditaduras, mas sim de uma simbiose equilibrada, onde cada um entende seu papel (acordado em casal, seja qual for) e trabalha em função disso. Cada um entende que tem características, talentos e conhecimentos diferentes do seu companheiro e ambos usam todas suas qualidades somadas em favor da felicidade coletiva.

Ambos aceitam as qualidades do seu companheiro e não ficam competido para mostrar que “pode mais”.

  1. Casais doam-se mutuamente

Lembro a história que me contaram há muitos anos, sobre um casal que era muito pobre. Ele tinha um violão de muito apreço e tocava maravilhosamente. Ela tinha cabelos loiros lindos e sedosos, uma beleza rara.

Num natal, estavam sem dinheiro para sequer comer, ele decidiu vender o violão para comprar um pente de marfim de presente a ela, para que pudesse continuar cuidando dos seus maravilhosos cabelos loiros.

Ela resolveu cortar e vender seu cabelo para conseguir comprar cordas novas para o violão que ele tocava tão maravilhosamente e os alegrava em seus momentos juntos.

Resultado, nenhum dos dois recebeu o que precisava. Ela ganhou um pente que não servia para nada, e ele ganhou cordas para um violão que não tinha mais. No entanto, ambos receberam provas de amor maiores do que qualquer presente!

Muitas pessoas, principalmente jovens, me perguntam como é possível ser feliz doando-se 100% para o outro (a). O segredo está na troca.

Quando as pessoas se doam 100%, a soma nunca é menor que 200%! Em outras palavras, quando o marido faz todo possível para que sua esposa seja feliz, e a esposa faz todo possível para que seu marido seja feliz, os dois sempre vão estar felizes. Será sempre uma troca justa.

  1. Casais aceitam a realidade

Não tente mudar o companheiro (a) e “consertar” seus defeitos. Claro, todos somos capazes de mudar e crescer, mas a pressão de forçar uma mudança num comportamento ou caráter é algo arriscado e, na maioria das vezes, uma aposta que não trará resultados.

Se já escolheu errado e os defeitos de seu parceiro (a) são intoleráveis, seja realista e aceite suas opções:

  • Divórcio – o que pode ser muito doloroso tanto para você quanto para seus filhos e seu companheiro.
  • Continuar lutando para se adaptar e ser feliz com a pessoa que escolheu

Não é o intuito deste artigo discutir essas opções. No entanto, pondere cuidadosamente a situação. Peça conselhos a pessoas treinadas, converse com seu companheiro. Faça terapias de casais e decida qual é o melhor caminho.

Caso não tenha escolhido errado, mas esteja pensando em escolher, leia o artigo Como escolher o parceiro ideal. possível que esse artigo ajude na hora de entender sua realidade antes de escolher viver com ela em um casamento ou relacionamento sério.

Aceite seu companheiro (a) do jeito que é e aprenda a ama-lo (a) ao seu máximo. Muitas vezes os defeitos que vemos nos outros são os que nós temos ou já tivemos no passado. Então seja consciente e paciente em aceitar as experiências de vida de quem ama mas que cresceu em outros ambientes, com valores diferentes, histórias de vida diferentes, crenças diferentes, professores diferentes, etc.

Quando aceitamos os outros como são, temos menos motivos para discussões e atritos. Claro, há coisas que devem ser discutidas e corrigidas, caso sejam severas ou críticas, como violência, grosserias, vícios, etc. Mas, quem muda deve mudar de dentro para fora, e nunca de fora para dentro.

  1. Casais exigem de si mesmos

Basicamente, os casais dão suporte e apoio um para o outro, incentivam e provêm um porto seguro, onde sentimentos podem ser expressados honestamente sem represálias ou críticas. Onde as fraquezas são motivos de compaixão e empatia, não de comentários depreciativos e brincadeiras humilhantes.

Indiferente disso, o esposo exige de si mesmo ser atencioso com sua esposa, ser observador, em trata-la com respeito, com paciência na hora de se vestir, com compreensão na hora da insegurança e principalmente em cumprir seu papel de companheiro físico e emocional.

Ele exige de si mesmo um romantismo cativante, boa vontade em aprender a dançar, cantar, tocar um instrumento, ou qualquer outro talento que traga variedade à vida do casal e família. Exige de si mesmo fazer as tarefas de casa quando a esposa estiver cansada, quando o neném acorda de madrugada, quando os filhos querem passear e assim por diante. Ele mantém sua saúde, é arrumado e organizado, mesmo sob tormentas da vida.

A esposa mantém-se atraente para seu marido, arrumada, saudável e agradável. Deseja crescer junto com ele, mesmo que isso exija sacrifício dela, em trabalhar para ajudar a manter o lar e aprender algo novo em curso ou faculdade. Ela é carinhosa e atenciosa com seu marido, mesmo quando o mundo parece estar caindo sobre seus ombros.

Ambos trocam palavras agradáveis e amáveis como “Obrigado”, “Por favor” e “Eu amo você”. Também exigem de si mesmos elogiar as qualidades de seu companheiro (a) e ignorar os defeitos e idiossincrasias que são irrelevantes à felicidade do casal.

E, quando os filhos vêm, ambos exigem de si mesmos serem melhores do que seus próprios pais, sempre questionando seus paradigmas e concentrando-se em amar seus filhos e sua família.

  1. Conhecem a si mesmos

Todo autoconhecimento é vantajoso em um relacionamento. Quando as pessoas não conhecem a si mesmas são capazes de agir por impulso e fazer coisas que trazem dor aos que amam e, muitas vezes, a si próprios.

Existem vários questionários disponíveis gratuitamente na internet que permitem que se auto descubram, que percebam suas qualidade e defeitos de maneira objetiva e direta. Dessa forma é mais fácil entender por que agem ou reagem de certas maneiras e se torna possível treinar-se para corrigir essas dificuldades.

Todos temos nossos “botões” e devemos sempre procurá-los para que sejamos capazes de controla-los ou mesmo destruí-los. Indiferente disso, conhecer a si mesmo facilita a vida do companheiro (a) pois assim não há necessidade de adivinhar ou “pisar em ovos”.

Testes como MBTI, Cores, Hartman Colors, e FiveLabs podem auxiliar no autoconhecimento.

Conclusão

Em conclusão, existem várias coisas que casais podem fazer para melhorar seus relacionamentos. Mas, em todos os casos, manter um relacionamento saudável é igual a qualquer outro hábito saudável: Deve ser feito sempre e com atenção.

Em outras palavras, relacionamentos não duram por causa de eventos impactantes, mas sim das sutilezas do dia-a-dia. No final, eventos, datas e situações são esquecidos com o tempo, mas os sentimentos semeados e nutridos por anos se transformam em um amor poderoso e com raízes indestrutíveis.

No filme “À prova de Fogo“, é mencionada a analogia do estudo conjugal: Quando estamos namorando, consideramos nosso conhecimento sobre nosso parceiro como o ensino médio.

Quando casamos, seguimos para a faculdade conjugal e aprendemos com nossos erros e acertos como é viver com alguém. Nessa época podemos transformar nossa afeição em amor, ou podemos matar a afeição e causar um divórcio.

Contudo, nossa meta deve ser chegarmos ao doutorado (PhD) conjugal, onde conhecemos nosso companheiro (a) tão bem que somos capazes de adivinhar seus pensamentos. Conhecemos seus maiores medos e maiores conquistas e somos capazes de tornar o relacionamento em um porto seguro, um pedacinho do céu.

 

Como escolher o parceiro ideal

Revisado em 28/06/2014

Muitas pessoas ótimas passam por relacionamentos ruins. E quando um péssimo relacionamento acaba, é normal sentir-se frustrado (a) e traído (a) pelo mundo.

A decepção é um sentimento poderoso e, embora saibam que o mundo não é assim, faz crer que ninguém mais merece confiança. Nesse momento, nada nem ninguém é capaz de demonstrar o amor que se espera.

Por isso, comentarei algumas coisas que eu aprendi nos últimos anos, tanto com meus próprios erros, quanto ajudando outras pessoas, em terapias e sessões e aconselhamento conjugal, sobre a busca do Príncipe ou Princesa “ideal”.

Depois de uma certa idade, a maioria das pessoas amadurecem em algumas coisas, mas todos temos nossas infantilidades – basicamente, nossos “botões” – que ligam nosso piloto automático. E quando nosso piloto automático toma o comando, fazemos e falamos coisas que nos arrependemos amargamente depois.

E, para piorar, quanto mais envolvidos estamos ” emocionalmente ” maior a chance de deixarmos nossos botões desprotegidos. Quando nossos botões são apertados, causamos todo tipo de tormentas no relacionamento. No entanto, todo mundo sonha em ter um relacionamento que seja um porto seguro, uma simbiose fluida e feliz e não um ringue de luta livre.

Claro, nem estou discutindo o trabalho exigido em manter um relacionamento saudável. Comento somente sobre inícios de relacionamentos.

Alguns pontos que percebi que ajudam, mas que podem parecer “frias” aos olhos dos “românticos” de hoje. A maioria dentre aqueles que sofrem da Síndrome de Hollywood (assistiram filmes demais). Esses pontos são:

  • Evitar se envolver demais com alguém, logo de início

Sem hipocrisia, pois não é fácil, mas quanto menos envolvimento emocional for permitido no início do relacionamento, mais fácil será manter a objetividade na hora de analisar a possibilidade de sucesso. Passe bastante tempo juntos, em atividades do dia-a-dia, em ambientes descontraídos, onde é possível observar o pretendente em sua “zona de conforto”, e analisar como agem nesses ambientes, nessas condições.

É fácil fingir ser alguém por algumas horas, ser um ator de qualidade em mídias sociais, telefone ou mesmo em encontros breves. Mas é muito mais difícil fingir quando se está na zona de conforto. As mascaras caem quando o ator está em um lugar em que se sente seguro.

  • Analise todos os aspectos da pessoa

Analise o signo, a letra, como é com a mãe, como lida com dinheiro, como trata o garçom ou garçonete, como se porta com crianças, ou mesmo com seus filhos (caso tenha). O modo como a pessoa trata os pais é o primeiro indício de como age em ambiente familiar. Se for grosso (a) com eles, as chances são grandes que também será em seu próprio lar.

A grafologia, embora exija conhecimento específico, é uma ótima ferramenta de análise de personalidade. Outras ferramentas que exigem boa observação são o MBTI e o Hartman Colors. Outras exigem pouco, como o signo (relacionado à data de nascimento), a opinião dos amigos, parentes, colegas de trabalhos, postagens em mídias sociais, etc.

Não há necessidade de saber todas as facetas das pessoas antes de confiar nelas. Mas o mínimo de conhecimento ajuda na hora de decidir se valem a amizade ou mesmo o coração.

  • Faça uma lista de prós e contras

Amor exige esforçoAlém de apontar os positivos e negativos dos (as) pretendentes, dê notas tanto para os prós quanto para os contras. Por exemplo:

Digamos que a pessoa em quem se tem interesse seja muito bonita, e que há muita atração por ele/ela. Mas, um dos pontos negativos (contra) é a pessoas ser extremamente grosseira. Ao dar uma nota entre 1 e 5 (sendo 1 menos importante e 5 a mais importante) – nesse caso pontuar 3 para a beleza e 5 para a grosseria – é possível calcular se os pontos positivos superam os negativos ou vice-versa. É necessário pesar tudo na balança, antes da decisão final.

Em outras palavras, o que conta mais? A Beleza ou a grosseria? Se conviver com grosseria é algo inaceitável, então sua importância é muito maior que a beleza da pessoa (que também se perde com o tempo).

Considere como um relatório de pesquisa. Essas notas servem muito quando um pretendente parece ter mais prós que contras. No entanto, os contras podem ser tão absurdos que tem peso muito maior que todos os prós juntos!

  • Não se envolva sexualmente

O ato sexual é uma “cola” emocional poderosíssima que dificulta na hora de analisar clinicamente um pretendente. Mesmo que o pretendente não seja boa pessoa, fica difícil desligar-se dela porque o emocional está “grudado” nela. Note que nem estou falando de nada religioso, mas de programação fisiológica do ser humano.

A raça humana, apesar de ter mudado o ponto de vista com relação ao sexo em geral, não conseguiu ainda alterar a programação físico-emocional associada ao ato sexual, à intimidade experimentada. O orgasmo, em termos simples, extravasa o emocional e o fisiológico tanto de homens quanto mulheres.

  • E, o mais difícil, seja realista na hora de decidir se vai levar o relacionamento adiante, ou encerrar

Não procure qualidades que não existam e não aponte defeitos que sejam irrelevantes. Seja realista! O melhor é decidir antes de se envolver com a pessoa, em qualquer nível, mesmo namoro.

Muitas vezes, é melhor nem começar a namorar se a tabela de prós e contras não for favorável. Assim é mais fácil manter o pretendente sob perspectiva correta, para não se machucar. Ou, usando uma analogia: Use a “escadinha” e não pule direto na piscina do amor.

Relacionamento felizVejo muita gente boa sofrendo com gente péssima, predadores, animais sem o mínimo de inteligência emocional. E essas boas pessoas acabam “escaldadas”, apavoradas e evitando novos relacionamentos. Vejo também muita gente pouco informada caminhando na mesma direção, às pessoas péssimas. Essas pessoas inadvertidas seguem impulsionadas por “valores” errados: beleza, dinheiro, lábia, etc.

Seja objetivo e correto na hora de decidir com quem se relacionar, pois é melhor chorar por uma semana, que sofrer por anos em relacionamentos sem futuro. E pior, fazer seus filhos sofrerem junto!

Links Úteis

O teste das cores, Banco Nacional de Empregos, disponível em http://www.bne.com.br/Utilitarios/Cores/default.asp

Teste de personalidade com base nas postagens do Facebook, disponível em http://labs.five.com/

Teste Hartman Colors, disponível em http://www.colorcode.com/choose_personality_test/

Teste MBTI, disponível em http://www.humanmetrics.com/cgi-win/jtypes2.asp

Referencias

____, About. Hartman Colors. Disponível em http://www.colorcode.com/about/

____, MBTI Basics. The Meyer & Briggs Foundation. Disponível em http://www.myersbriggs.org/my-mbti-personality-type/mbti-basics/

BINET, Alfred. Les revelations de l”(TM)ecriture d”(TM)apres un controle scientifique. Paris: Félix Alcan, 1906.
BRESARD, Suzanne. A Grafologia. Lisboa: Europa-América, 1976.

CAMARGO, Paulo Sergio. A Grafologia no Recrutamento e Seleção de Pessoal. São Paulo: ígora, 1999.

CAMARGO, Paulo Sergio. Assinatura e Personalidade. Rio de Janeiro: Editora PSG, 2000.

CAMARGO, Paulo Sergio. Dicionário de Traços na Grafologia. Rio de Janeiro: Editora PSG, 2001.

CAMARGO, Paulo Sergio. Grafologia Expressiva. São Paulo: ígora, 2006.

CAMARGO, Paulo Sergio. Psicodinâmica do Espaço na Grafologia. São Paulo: Vetor, 2006.

COBBAERT, A. M. Os Segredos da Grafologia. Lisboa: E. Presença, 1980.

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Me dê o que quero, não o que preciso!

Me dê o que quero, não o que preciso!Me dê o que quero, não o que preciso!

Me dê o que quero, não o que preciso! Essa frase costuma ser relacionada à crianças mimadas e a adultos egoístas. Mas um estudo mais cuidadoso indica que dar somente o preciso pode ser tão ruim quanto não dar nada.

Sob perspectiva pragmática, dar tudo que os outros querem é um fardo e pode levar quem recebe a perder a noção do que é necessário e de como proceder para conseguir.

Muitos pais acabam por criar pequenos déspotas ao darem tudo que seus filhos querem. Muitos adultos, quando não são treinados a entenderem a diferença entre precisar e querer, acabam por impor suas vontades aos outros, sem considerar os danos que causam a outrem.

Por outro lado, há os pais e indivíduos que somente dão o preciso, mas nunca o que os outros querem. Exemplos disso são:

PAIS QUE TRABALHAM OU VIAJAM DEMAIS

Esse problema é o mais sério, pois acaba por incutir nas crianças um comportamento que acaba sendo perpetuado por várias gerações. Pais que tiveram relacionamento fraco com seus próprios pais, na maioria das vezes, acabam fazendo o mesmo com seus filhos. Ao invés de levar seus filhos ao parque, de ler aquele livro infantil “oeirritante”, de assistir aquele desenho animado entediante, fazem outras coisas mais práticas: trabalham, cozinham, arrumam a casa, pagam por cursos, mandam os filhos pra Disney, para o ballet, etc. Tudo isso para compensar o tempo que não estão passando com seus filhos.

Nada disso é visível durante os primeiros anos de infância. Mas quando a criança chega na adolescência, começa a questionar seu relacionamento com seus pais (como todo jovem faz). E quando percebe que seus pais não lhes dava a atenção que desejavam, acabam por desenvolver rancor. Nessa hora é que muitos pais usam a frase “oeMas sempre dei tudo que você precisava!”

INDIVIDUOS COM BAIXA INTELIGENCIA EMOCIONAL

Relacionado ao tópico acima, quando indivíduos tem baixa inteligência emocional, acabam por afirmar que sempre deram o que os outros precisavam. Porém, nunca deram o que era de melhor – tempo, atenção, carinho, amor, etc.

Quando esses indivíduos se veem confrontados pela realidade do “oeque sempre precisavam”, acabam por usar de chantagem emocional, tentando jogar a culpa em quem questiona, dizendo que sempre se esforçaram pra dar tudo que precisavam, que sempre fez de tudo, que não subiu na vida porque estava sempre se preocupando com os outros, etc.

PARCEIROS QUE NÃO SABEM DEMONSTRAR AFEIÇÃO

Num relacionamento conjugal – seja namoro, noivado, casamento, ou mesmo amizade. Quando a pessoa não sabe se relacionar, acaba por magoar o outro, pois sempre está fazendo outras coisas – como arrumar a casa, fazer comida, lavar roupa, etc – para racionalizar não fazer o que o parceiro realmente gostaria de ter: Atenção, carinho e respeito.

CONCLUSãO

Portanto, dar o que os outros precisam nem sempre é o melhor. Em qualquer relacionamento, precisamos dar o que nossos familiares, amigos e parceiros realmente querem: AMOR!

É importante darmos o que os outros precisam, afinal, amor não põe comida na mesa. É preciso trabalhar, sustentar, limpar, cozinhar, levar no futebol, no ballet, etc. Mas, no final das contas, dinheiro vai, e amanhã volta, mas as lembranças dos bons momentos, associados aos sentimentos de amor e respeito, perduram toda a vida e são perpetuados por gerações. Assim como a falta dos mesmo também podem acabar sendo perpetuados por várias gerações.