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Como escolher o parceiro ideal

Revisado em 28/06/2014 e 17/09/2018

Muitas pessoas ótimas passam por relacionamentos ruins. E quando um péssimo relacionamento acaba, é normal sentir-se frustrado (a) e traído (a) pelo mundo.

A decepção é um sentimento poderoso e, embora saibam que o mundo não é assim, faz crer que ninguém mais merece confiança. Nesse momento, nada nem ninguém é capaz de demonstrar o amor que se espera.

Por isso, comentarei algumas coisas que eu aprendi nos últimos anos, tanto com meus próprios erros, quanto ajudando outras pessoas, em terapias e sessões e aconselhamento conjugal, sobre a busca do Príncipe ou Princesa “ideal”.

Depois de uma certa idade, a maioria das pessoas amadurecem em algumas coisas, mas todos temos nossas infantilidades – basicamente, nossos “botões” – que ligam nosso piloto automático. E quando nosso piloto automático toma o comando, fazemos e falamos coisas que nos arrependemos amargamente depois.

E, para piorar, quanto mais envolvidos estamos ” emocionalmente ” maior a chance de deixarmos nossos botões desprotegidos. Quando nossos botões são apertados, causamos todo tipo de tormentas no relacionamento. No entanto, todo mundo sonha em ter um relacionamento que seja um porto seguro, uma simbiose fluida e feliz e não um ringue de luta livre.

Claro, nem estou discutindo o trabalho exigido em manter um relacionamento saudável. Comento somente sobre inícios de relacionamentos.

Alguns pontos que percebi que ajudam, mas que podem parecer “frias” aos olhos dos “românticos” de hoje. A maioria dentre aqueles que sofrem da Síndrome de Hollywood (assistiram filmes demais). Esses pontos são:

  • Evitar se envolver demais com alguém, logo de início

Sem hipocrisia, pois não é fácil, mas quanto menos envolvimento emocional for permitido no início do relacionamento, mais fácil será manter a objetividade na hora de analisar a possibilidade de sucesso. Passe bastante tempo juntos, em atividades do dia-a-dia, em ambientes descontraídos, onde é possível observar o pretendente em sua “zona de conforto”, e analisar como agem nesses ambientes, nessas condições.

É fácil fingir ser alguém por algumas horas, ser um ator de qualidade em mídias sociais, telefone ou mesmo em encontros breves. Mas é muito mais difícil fingir quando se está na zona de conforto. As mascaras caem quando o ator está em um lugar em que se sente seguro.

  • Analise todos os aspectos da pessoa

Analise o signo, a letra, como é com a mãe, como lida com dinheiro, como trata o garçom ou garçonete, como se porta com crianças, ou mesmo com seus filhos (caso tenha). O modo como a pessoa trata os pais é o primeiro indício de como age em ambiente familiar. Se for grosso (a) com eles, as chances são grandes que também será em seu próprio lar.

A grafologia, embora exija conhecimento específico, é uma ótima ferramenta de análise de personalidade. Outras ferramentas que exigem boa observação são o MBTI e o Hartman Colors. Outras exigem pouco, como o signo (relacionado à data de nascimento), a opinião dos amigos, parentes, colegas de trabalhos, postagens em mídias sociais, etc.

Não há necessidade de saber todas as facetas das pessoas antes de confiar nelas. Mas o mínimo de conhecimento ajuda na hora de decidir se valem a amizade ou mesmo o coração.

  • Faça uma lista de prós e contras

Amor exige esforçoAlém de apontar os positivos e negativos dos (as) pretendentes, dê notas tanto para os prós quanto para os contras. Por exemplo:

Digamos que a pessoa em quem se tem interesse seja muito bonita, e que há muita atração por ele/ela. Mas, um dos pontos negativos (contra) é a pessoas ser extremamente grosseira. Ao dar uma nota entre 1 e 5 (sendo 1 menos importante e 5 a mais importante) – nesse caso pontuar 3 para a beleza e 5 para a grosseria – é possível calcular se os pontos positivos superam os negativos ou vice-versa. É necessário pesar tudo na balança, antes da decisão final.

Em outras palavras, o que conta mais? A Beleza ou a grosseria? Se conviver com grosseria é algo inaceitável, então sua importância é muito maior que a beleza da pessoa (que também se perde com o tempo).

Considere como um relatório de pesquisa. Essas notas servem muito quando um pretendente parece ter mais prós que contras. No entanto, os contras podem ser tão absurdos que tem peso muito maior que todos os prós juntos!

  • Não se envolva sexualmente

O ato sexual é uma “cola” emocional poderosíssima que dificulta na hora de analisar clinicamente um pretendente. Mesmo que o pretendente não seja boa pessoa, fica difícil desligar-se dela porque o emocional está “grudado” nela. Note que nem estou falando de nada religioso, mas de programação fisiológica do ser humano.

A raça humana, apesar de ter mudado o ponto de vista com relação ao sexo em geral, não conseguiu ainda alterar a programação físico-emocional associada ao ato sexual, à intimidade experimentada. O orgasmo, em termos simples, extravasa o emocional e o fisiológico tanto de homens quanto mulheres, por causa da oxitocina e dopamina que são liberados em grande quantidade durante o ato sexual.

  • E, o mais difícil, seja realista na hora de decidir se vai levar o relacionamento adiante, ou encerrar

Não procure qualidades que não existam e não aponte defeitos que sejam irrelevantes. Seja realista! O melhor é decidir antes de se envolver com a pessoa, em qualquer nível, mesmo namoro.

Muitas vezes, é melhor nem começar a namorar se a tabela de prós e contras não for favorável. Assim é mais fácil manter o pretendente sob perspectiva correta, para não se machucar. Ou, usando uma analogia: Use a “escadinha” e não pule direto na piscina do amor.

Relacionamento felizVejo muita gente boa sofrendo com gente péssima, predadores, animais sem o mínimo de inteligência emocional. E essas boas pessoas acabam “escaldadas”, apavoradas e evitando novos relacionamentos. Vejo também muita gente pouco informada caminhando na mesma direção, às pessoas péssimas. Essas pessoas inadvertidas seguem impulsionadas por “valores” errados: beleza, dinheiro, lábia, etc.

Seja objetivo e correto na hora de decidir com quem se relacionar, pois é melhor chorar por uma semana, que sofrer por anos em relacionamentos sem futuro. E pior, fazer seus filhos sofrerem junto!

Links Úteis

O teste das cores, Banco Nacional de Empregos, disponível em http://www.bne.com.br/Utilitarios/Cores/default.asp

Teste de personalidade com base nas postagens do Facebook, disponível em http://labs.five.com/

Teste Hartman Colors, disponível em http://www.colorcode.com/choose_personality_test/

Teste MBTI, disponível em http://www.humanmetrics.com/cgi-win/jtypes2.asp

Referencias

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