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10 lições que gostaria que meus filhos aprendessem sem sofrer

Ainda não tive nenhum filho menino, mas tive o privilégio e honra de ser pai de uma princesa maravilhosa. E, apesar de ainda planejar estar presente por muitos anos de sua vida, pensei em já escrever algumas lições que são importantes e que, se possível, gostaria que ela aprendesse sem ter que sofrer, como seu pai sofreu.

Embora essas lições pareçam óbvias, tive que aprende-las à duras penas, tendo que ‘repetir’ o teste várias vezes até compreender a real lição a ser aprendida. A maioria dessas lições poderiam ter sido passadas pelo meu próprio pai, mas por ele ter falecido quando eu tinha dezoito anos, a maior parte da minha vida adulta se passou sem sua estimada companhia e conselhos sábios.

  1. Amor

    Amor não é um pote de ouro do outro lado do arco-íris

    Essa lição eu só pude aprender, em seu significado mais profundo, depois que fui pai, então a importância dessa lição é mais do que crítica para uma criança, adolescente e jovem adulto que está desbravando o mundo dos hormônios, jogos de ciúmes, bullying, e até abuso.

    Para alguém saber amar outrem, ela precisa primeiro aprender à amar a si mesma (óbvio, mas difícil). Isso significa que todos tem, em um momento ou outro de sua vida, que aprender a questionar seus velhos costumes, hábitos, e ideologias e reconstruir sua fundação. Em outras palavras, TODOS nesta vida passam por traumas, que vem de inúmeras formas, e acontecer por meio daqueles que mais amamos. Muitas vezes esses traumas vem mascarados como ‘normais’, vindo de nosso pais, irmãos, ou pessoas de nosso convívio próximo. O fato de acharmos serem normais não as tornam verdadeiramente normais. Podem até ser comuns (em várias famílias e situações) mas não é normal. Por exemplo: Pais que trabalham demais e não dão atenção suficiente à seus filhos e se justificam “pois estão dando tudo que seus filhos precisam” acabam por criar sentimentos de rejeição, solidão, abandono, e vários outros, que, se não forem tratados, podem se perpetuar até a idade adulta e, pior, por várias gerações.

    Portanto, amor é primeiramente um trabalho interno, que exige esforço, humildade e questionamento de valores. E, mesmo depois de tornar-se um indivíduo maduro (de acordo com sua idade fisiológica), o amor deve ser trabalhado, projetado aos outros, de forma saudável, altruísta e livre. Somente relacionamentos maduros perduram. Aprenda a se amar!

  2. Sexo

    O ato sexual é uma forma de demostração de amor, não um brinquedo

    A sociedade atual prega a liberalidade sexual, o sensualismo, como direitos e não responsabilidades. Claro, sexo é bom, não há dúvidas. Mas o ato sexual é diferente para nós homo sapiens sapiens do que para outros animais. Por termos (em maioria) capacidade cognitiva mais avançada do que a maioria dos outros seres deste planeta, nossa capacidade de associação, prazer, fantasia, ou seu opostos – dissociação, dor e desilusão, acompanham o orgasmo. Fisiologicamente, o orgasmo libera vários químicos que causam satisfação. Mas as consequências psicológicas são muito mais duradouras do que o efêmero prazer advindo do extase orgásmico.

    E, por mais que se discuta e argumente contra, o ato sexual é mais viciante do que qualquer droga, pois é um prazer extremo produzido pelo próprio corpo, mas que necessita de estímulos externos. Uma vez experimentado, o auto-controle para se conter em situações posteriores é muito grande, e difícil de ser exercido.

    Portanto, mesmo que seja difícil, sexo deve ser considerado um presente mútuo àquele(a) que se ama, e não um passatempo. Há outras consequências psicológicas que discuto neste artigo, tópico não se envolva sexualmente.

  3. Trabalho e Carreira

    Trabalhe duro enquanto tem seus pais lhe dando suporte, pois depois você estará sozinho(a)

    Ter uma educação universitária não é tudo, já concedo esse argumento. Uma educação secular pode ser considerada como tudo mais na vida – se tiver uso, se for cultivada e valorizada, então vai trazer resultado. Isso dito, as oportunidades que estudar trazem são infinitas. Viajar para outro país, aprender outro idioma, estar se reciclando e aprendendo coisas novas ajuda, não só no conhecimento propriamente dito, mas na capacidade que o indivíduo tem de se enxergar em perspectiva ao resto do mundo.

    Portanto, para conseguir tempo para hobbies, depois de adulto, depende muito do sucesso obtido na carreira. Se tiver que estar sempre trabalhando para pagar as contas, então não terá tempo para hobbies. Por isso, aproveite sua infância e adolescencia para aprender todos os hobbies e habilidades que puder, para quando adulto trabalhar e ter tempo para se divertir de forma balanceada.

    Se divertir é bom, mas não deve ser uma meta de vida, e sim um auxílio para a felicidade.

  4. Caráter Humano nem sempre é bom

    Nem todo cordeiro tem coração de cordeiro

    Estudos mais recentes apontam que 4% da sociedade é psicopata [SILVA], mas quando se aprende a observar, percebe-se que existem muito mais psicopatas dos que aqueles mapeados pelos psicólogos. Existem pessoas más, que se fazem de vítimas, ou de santos, que usam de lisonja e adulação e, na maioria das vezes, mentiras enormes para conseguirem o que querem, indiferente de quem for usado, abusado, ou destruido no processo. Esse comportamento psicopático tem três termos, bastante difundidos na sociedade atual: Individualismo, Relativismo e Instrumentalismo que em si não são ruins, mas que deixam em aberto o caminho para os predadores em fazerem o que quiserem sob pretexto das bandeiras desses três termos.

    Quando uma situação ou história de alguém parecer demais para ser verdade, provavelmente é demais para ser verdade! Quando alguém começar a tentar incutir culpa nos outros ou a eximir-se de seus defeitos, culpando sempre algo ou alguém, é porque essa pessoa tem desvio de caráter. Ela está tentando manipular uma situação ou pessoa, para ganho pessoal.

    Portanto, nem todo mundo que é bom de ‘conversa’, que se expressa bem, que sabe convencer, o faz pelo bem alheio. Busque sempre questionar se a pessoa ou situação estão respeitando os seus direitos, principalmente os seus sentimentos. Muitos relacionamentos abusivos tem como seus algozes um psicopata ou individuo com desvio de caráter, de uma forma ou de outra.

  5. Não sinta pena de si mesmo(a)

    Ninguém gosta de ‘mi mi mi’

    Augusto Cury criou o termo ‘coitadismo’  [CURY] que vai além de alguém ser acomodado e desiludido com seus defeitos e imperfeições. O ‘Coitadismo’ está em promover, publicar e anunciar seus defeitos como justificativa para mediocridade e, pior ainda, promover a auto-indulgência moral.

    Um ‘coitadista’ pode alegar “Ah, eu nunca tive oportunidade na vida, então nunca serei capaz de entrar em uma boa universidade”. Uma afirmação de vitimista, e ao mesmo tempo, e justificativa em não fazer o mínimo esforço.

    O mundo não se importa com perdedores! E não são os perdedores que realmente nunca tiveram oportunidade na vida, são os perdedores que se rendem à mediocridade!

    Portanto, aceite suas dificuldades e medos, elas fazem parte da vida. Mas jamais se permita vencer por elas. Siga em frente, se esforce, fazendo seu melhor. O seu melhor já vai ser o seu melhor. Mas faça seu melhor!

  6. Saiba perdoar os outros e a si mesmo(a)

    Perdoar é se livrar de um fardo

    Interagir com os outros frequentemente resulta em situações de atrito, conflito, brigas, ou discussões. Isso é fato e não há como fugir disso. Sim, é possível se esconder em uma caverna para nunca ter que vivenciar nenhum desses momentos, mas tal exclusão deixaria sua vida completamente vazia e insípida.

    Uma das formas de evitar frustrações e sentimentos negativos é evitar fardar os outros com expectativas. É comum esperarmos algo quando temos um trabalho de escolha, faculdade, ou mesmo em uma equipe no emprego. Mas, em geral, quanto menos expectativas tivermos, mais surpresas agradáveis teremos em longo prazo, e menos desilusões.

    De qualquer forma, quando encontramos situações negativas, ofensivas, ou que magoem, é importante livrar-se do fardo da negatividade que esses sentimentos trazem. O fardo pode ser muito doloroso e insuportável. Perdoar não significa que a pessoa perdoada não terá que responder pelos seus delitos, mas significa que você não terá que viver mais na negatividade que esses delitos infligiram em sua vida. Você pode ser livre!

    Perdoar a si mesmo pode ser ainda mais difícil que perdoar os outros. E talvez requeira acompanhamento e terapia psicológica. E não é vergonha nenhuma falar de seus problemas. Talvez um amigo já seja de grande ajuda, talvez um psicólogo seja mais preparado para entender seus problemas, você quem decide. O importante é aceitar que precisa se perdoar. E para se perdoar, talvez seja preciso consertar alguns comportamentos, pedir perdão à algumas pessoas, e principalmente, falar a respeito deles, para que seu fardo possa se tornar mais leve.

    Não é fácil perdoar, mas o perdão é libertador. Portanto, faça do perdão um processo diário. Perdoe a si mesmo(a) e aos outros, sempre que possível, quantas vezes for necessário. Viva leve!

  7. Aprenda a dialogar com sua Criança exterior e seu Adulto interior

    Todo mundo tem seu lado mimado e exigente

    Susan Anderson, em seu livro The Journey from Abandonment to Healing: Turn the End of a Relationship into the Beginning of a New Life, explana as várias fases que a maioria das pessoas passam quando sofrem algum tipo de abandono. Esse abandono pode ser a morte de alguém querido ou mesmo a ruptura de relacionamentos, que podem ser percebidos como luto.

    Mas, a parte desse livro que quero mencionar é o diálogo que a Dra. Susan incentiva seus pacientes (e ela mesma pratica) a terem com sua ‘Criança Exterior’ e seu ‘Adulto Interior’ [ANDERSON]. Nesse diálogo, a criança exterior tem a tarefa de falar à vontade, tudo o que sente, suas frustrações, sua raiva, seus desejos, seja o que for que estiver sob a ‘pele’. Já o adulto interior tem a tarefa de acalmar, consolar, e controlar a criança exterior, não pela força, mas com amor, persuasão, compreensão e apoio.

    Esse diálogo ajuda muito à controlar o que o Scott M. Peck chama de ‘piloto automático’. [PECK] Quando a criança exterior sai do controle (em piloto automático) acabamos por reagir e deixamos nosso ‘cérebro’ para trás (paramos de raciocinar). Fazemos e dizemos coisas que nos arrependemos amargamente depois e causamos sérios danos à relacionamentos, empregos e oportunidades.

    Portanto, converse e seja sincero(a) com sua criança exterior, faça com que seu adulto interior aja como a pessoa madura que você deseja ser. Encontre equilíbrio entre esses dois personagens e sua vida será bem mais saudável.

  8. Religião deve abrir os olhos; existe um Criador

    Amar Deus e seu próximo

    Existe um criador, eu já tive muitas experiências disso. Experiências que considero sagradas e inapropriadas para serem faladas sem o devido ambiente (Mateus 7:6). Existe um propósito para esta vida, embora o plano individual seja personalizado.

    No entanto, o homem que ensina religião é falho e, em alguns casos, psicopata e desejoso de manipular os crentes para que lhe promovam seu sustento. Não existe líder religioso perfeito (exceto por Cristo, Alá, Buda, Krishna, ou qualquer nome que queira chamar deus). Existe beleza e verdade em tudo que é bom, que liberta o homem e o conduz ao amor à Deus (seja na forma que for) e seu próximo.

    Qualquer coisa que ensine fora disso está violando o princípio inerente da religião:

    re·li·gi·ão

    substantivo feminino
    1. Culto prestado à divindade.
    2. [Por extensão]  Doutrina ou crença religiosa.
    3. [Figurado]  O que é considerado como um dever sagrado.
    4. Reverência, respeito.
    5. Escrúpulo.
    6. Comunidade religiosa que segue a regra do seu fundador ou reformador.

    “religião”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, //www.priberam.pt/DLPO/religi%C3%A3o [consultado em 19-04-2016].

    Se qualquer religião pregar a intolerância, ódio, acepção de pessoas, julgamento alheio, futrico, ou qualquer tipo de negatividade, essa religião não é boa.

    Portanto, estude tudo sobre tudo. Islamismo, espiritismo, espiritualismo, mormonismo. Mas lembre-se de sempre perguntar ao seu Criador o que é verdade e qual caminho seguir [Tiago 1:5]. Peça a Ele que abra seus olhos, para que você se torne melhor, e não pior. Eu já recebi minhas respostas sobre várias coisas, e é seu direito também receber suas respostas.

  9. Indiferente das suas escolhas, opiniões e ações. Eu o(a) amo

    Meu amor quer seu melhor

    Gostaria de estar presente em cada minuto de sua vida, segurando sua mão, dando-lhe apoio nos momentos difíceis e comemorando nos momentos de alegria. Eu amo você!

    Mas, seu cordão umbilical foi cortado no momento do parto, tanto um ato físico, quanto um simbolismo aos pais de que a criança tem sua própria vida, sua individualidade, sua personalidade e desejos.

    Indiferente das minhas fraquezas e defeitos como pai, desejo que você sempre se sinta seguro(a) em me enxergar como um verdadeiro amigo. Alguém que você possa confidenciar seus medos, suas frustrações, suas dúvidas. Quero ser sempre a pessoa em que você confia para esclarecer as perguntas que com certeza virão.

    Saiba que não importa se o que você sente ou pensa pareça incomum, ou vergonhoso. Eu estou aqui do seu lado, e sempre estarei do seu lado, até o dia em que talvez você não me queira mais do seu lado. Se esse dia chegar, com lágrimas o(a) deixarei ir, sabendo que fiz tudo possível para ser o pai que você merece. Mas, até lá, saiba somente que Eu o(a) amo!

  10. Valorize os momentos e pessoas que fazem parte da sua vida

    Porque até a uva passa

    Estou com trinta e cinco anos hoje, você está com oito. Nesta fase de sua vida tudo parece demorar. Considerando que quatro anos atrás foi metade de sua vida, fica mais fácil compreender sua impaciência!

    Mas lembre-se que a vida passa muito rápido! Em alguns anos você vai estar vivenciando mudanças hormonais que vão trazer pensamentos e opiniões diferentes, desafiadoras, empolgantes. Quando mal perceber estará tendo esta mesma conversa com seu filho(a).

    Portanto, cultive e valorize os momentos felizes e amizades verdadeiras. Parentes, amigos, mentores e professores morrem, deixando para trás somente lembranças. Você escolhe se essas lembranças serão positivas ou negativas. Deixe algumas coisas de lado se for preciso, mas produza lembranças maravilhosas para você para aqueles à sua volta.

    Lembranças não precisam ser extravagantes ou acompanhadas por fogos de artifício, mas podem ser simples, singelas, genuínas e sinceras. Um passeio ao pôr do sol, uma conversa sincera. Compartilhar sentimentos, assistir um filme juntos. Ler uma história em família, são tesouros inestimáveis. Valorize-os.

Família Feliz

Conclusão

Existem outras lições a serem aprendidas, mas estas em particular são preciosas aos meus olhos e desejo que sejam também para você. Se fosse possível, eu o(a) pouparia de qualquer sofrimento. Mas, como sei que isso é impossível e pouco recomendado, espero dar-lhe alguns ensinamentos que possam servir de fundação para uma vida plena, feliz e repleta de sucesso e doces lembranças. Com real intenção desejo o seu melhor!

 

Referencias:

SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes Perigosas – o Psicopata Mora ao Lado. Principium Editorial. Ano 2014. 232 p.

CURY, Augusto. O Código da Ingeligência. Editora Sextante / Gmt. Ano 2015. 256 p.

ANDERSON, Susan. The Journey from Abandonment to Healing: Turn the End of a Relationship into the Beginning of a New Life. Berkley; 1 edition. Ano 2000. 352 p.

PECK, Scott M. A trilha menos percorrida. Editora Nova Era. Segunda Edição, Ano 2006. 336 p.

A desilusão do amor romântico versus verdadeiro amor de Cristo

Amor é uma escolha

A desilusão do amor romântico versus verdadeiro amor de Cristo

Estando divorciado há quase quatro anos, frequentemente me perguntam por que me tornei tão exigente quando ao quesito de namoro e relacionamento romântico e afetivo. E quando explico o motivo, automaticamente me questionam se tenho esperança de algum dia encontrar alguém e casar novamente.

A verdade é que ainda tenho esperança de encontrar, mas já aceite a possibilidade que nunca encontrarei.

E por que me tornei tão exigente? Por que minha desilusão no casamento me deixou sem esperança de algum dia encontrar alguém que me faça feliz?

Após ponderar sobre as possíveis respostas, acredito finalmente ter encontrado um meio de explicar de forma clara e simples, usando exemplos que todos conhecemos.

Quando penso no amor de Cristo, no verdadeiro amor, que é caridoso, não pensa mal, que deseja o bem e se sacrifica para promover o bem daqueles que amamos, imediatamente me sinto comovido e me lembro do amor que sinto pela minha filha, Mellanie.

Desde o momento que o pânico inicial de ser pai pela primeira vez desapareceu, aprendi a ter um amor cada vez maior por ela. Percebi que o verdadeiro amor é aquele experimentado entre pais e filhos (considerando um mundo ideal).

O amor que ela demonstra sempre, indiferente do momento ou local. Indiferente de outras pessoas estarem olhando.

Amor nas pequenas coisas, como quando ela fazia “samba” chutando a barriga da mãe sempre que ouvia minha voz (e a mãe reclamava porque ela só chutava comigo).

Quando a carreguei no colo a primeira vez, e todas as vezes que estivemos com ela na UTI infantil (nasceu 5 semanas prematura) enquanto ela estava em observação por 9 dias.

Todas as noites que eu acordava para amamenta-la pois ela nunca havia conseguido amamentar no peito por causa dos 9 dias na UTI e só mamava por tubo. Lembro de ter o cuidado de aquecer o leite de peito que tirávamos e congelávamos, e de segura-la no colo enquanto ela mamava na mamadeira.

Lembro de quando ela se engasgou ao cair de uma cadeira e não conseguia respirar e, estando sozinho em casa com ela, fiquei grato de, enquanto jovem, ter aprendido a manobra de Heimlich e conseguido ajudá-la a cuspir o pedaço de salsicha.

Lembro com carinho de quando ela me abraçou e me disse “Pensei que nunca mais ia ver você, papai”. Após o divórcio, a mãe sumiu com ela para se vingar de eu não agir do jeito que ela queria.

Nessa época, do divórcio, comecei a observar com ainda mais cuidado os pequenos momentos e amostras de amor que recebia de minha filha, e prestei atenção em como eu me sentia, e como eu agia com ela.

Cheguei ao ponto de orar a Deus, com todo meu coração, oferecendo minha vida – aceitando que se fosse o melhor, que Ele tirasse minha vida, para que minha filha fosse feliz. Ao meu ver, o que a mãe dela estava fazendo durante o divórcio estava me matando aos poucos, usando minha filha para me afetar.

A resposta de Deus foi impossível de interpretar errado “Não quero que morra por ela, quero que VIVA por ela”! Existe uma diferença incrível entre ser capaz de dar a vida por alguém, e viver a vida por alguém. Morrer é um fato único, isolado, exige um sacrifício extremo. No entanto, exige que seja feito somente uma vez. Viver por alguém exige esforço e disciplina diários. Exige um desejo de amago de amar, respeitar, sacrificar e estar fora da zona de conforto.

O verdadeiro amor exige que alguém viva sempre dedicando seus atos, pensamentos e intenções pelo bem da pessoa que se ama.

O amor verdadeiro não impõe condições. Ele deseja que aquele que amamos cresça, evolua, se desenvolva, e seja plenamente feliz. Ao mesmo tempo, esse amor entende o arbítrio, que não controla, manipula, induz ou mesmo maltratada.

O amor diário exige muito mais do que o sacrifício de morte.

Esse é o verdadeiro amor de Cristo, o amor que pais e filhos compartilham. Um amor sem segundas intenções, sem interesse egoísta ou instrumentalista. Um amor que nunca racionaliza ou justifica falhas. É um amor que está sempre se humilhando e pedindo perdão. Que repreende com ternura, mas que demostra amor maior, para que não sinta ser inimigo. Que se comove de compaixão, mas não se cega com necessidades secundárias. Um amor que escolhe ser eterno.

Em quantos relacionamentos de casal se encontra o verdadeiro amor de Cristo? O verdadeiro amor como o que existe entre pais e filhos? Claro, não se pode esperar que um casal se comporte como pai e filho, mas a fundação do amor é a mesma. A atração física e afetividade romântica complementam, mas não são a base do amor.

Já comecei alguns relacionamentos que acabaram no momento em que percebi ciúmes ou sentimentos negativos em relação à minha filha. Minha filha foi a melhor dádiva, a melhor coisa que já fiz na vida. Como que alguém pode esperar que eu trate minha filha com menos amor, para que eu possa ter um relacionamento com outrem?

Quando as pessoas adentram relacionamentos, na maioria das vezes buscam suprir algum desejo ou necessidade egoísta e irrelevante. Seja por futilidade, por superficialidade, por represália contra parceiros do passado, para fugir de situações de abuso – seja moral, física ou mental.

A maioria das pessoas entram em relacionamentos sem ter a mínima noção do que é o amor. Pensam que a paixão é suficiente para estar com alguém.

O amor de Cristo exige muito mais do que mera satisfação pessoal. Exige preparação, desejo, disciplina, esforço, disponibilidade em estar sempre fora da zona de conforto.

Quantos relacionamentos hoje em dia tem esse tipo de amor? Vejo frequentemente casais que estão sempre com semblante mal-humorado. Algo está profundamente errado em seu relacionamento. Algo está faltando em sua capacidade de amar.

Quando ambos doam 100% de si para aqueles que amam, e vice-versa, o resultado da soma sempre se aproxima de 100% (talvez 90% quando outros problemas afetam a família). Mas ninguém se sente rejeitado, usado, ignorado ou sozinho.

Ainda tenho esperança em encontrar alguém? Sim, a esperança permanece, como minha esperança que Cristo me ajudará a superar minhas fraquezas e as tornará em fortalezas (Eter 12:27). A esperança sempre vai fazer parte do verdadeiro amor de Cristo.

E por que me tornei tão exigente? Por que minha desilusão no casamento me deixou sem esperança de algum dia encontrar alguém que me faça feliz?

Esse mesmo amor que compartilho com minha filha, foi o amor que dediquei durante meus 6 anos de casado. Percebi que serei capaz de fazer alguém feliz, porque aprendi a amar. O problema é encontrar alguém que também saiba amar!

Encontrar alguém não depende simplesmente de achar uma pessoa. Mas encontrar uma pessoa que esteja disposta a crescer junto, chorar junto, sofrer junto, sacrificar junto, a ser membro da equipe que se chama família.

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Amor livre, a nova falacia

Amor livre, a nova falacia

Ultimamente está a maior briga e apoio ao homosexualismo. O mundo insiste em liberdade de amor…

Faço um raciocínio sobre esse Amor livre, a nova falacia, com as seguintes perguntas:

– Todos as espécies sexuadas do planeta se valem do sexo para reproduzir. O homo sapiens sapiens deu um passo a mais, relacionando afetividade ao ato sexual (ao meu ver um sinal evolutivo).

No entanto, sempre aprendemos que devemos amar nosso próximo, amar toda humanidade. Mas tanto os que são contra, quanto os que são a favor se atacam e se agridem… clara contradição “evolutiva”. Ou querem fazer sexo com todo o mundo?

Ao meu ver, precisamos de um pequeno ajuste no vocabulário:
===> SEXO LIVRE <===

Aparentemente não é amor livre, mas sim querem que o ato sexual livre seja aceito (mesmo que forçosamente) pelo resto da sociedade.

Querem estar envolvidos sexualmente com um indivíduo do mesmo sexo, fiquem à vontade. Mas não venham querer pregar amor livre, porque obviamente não há nenhum amor em VIOLAR A OPINIÃO DOS OUTROS, FAZENDO-OS PARECER VILÕES.

Amor universal é respeitar valores sociais, respeitar os outros, se importar em como se sentem, etc…

(e aceito que até heterosexuais tem violado as mesmas regras, fazendo coisas particulares em público, causando todo tipo de desrespeito.)

Nossa sociedade perdeu seus valores mais básicos… mas é hipocrisia alegar transcendência em algo que é claramente sexual.

Será que precisamos de sexo livre, ou amor livre? Perdemos tempo forçando goela abaixo coisas completamente inúteis, quando temos tantos problemas reais em nosso planeta que PRECISAMOS RESOLVER. Temos inúmeros problemas em nosso próprio pais!!!

EU CONTINUO APOIANDO A UNIDADE FAMILIAR (homem, mulher e filhos) e os que querem outra coisa fiquem à vontade no seu canto, que eu fico no meu – CONCORDEMOS EM DISCORDAR!!!

Amor livre, a nova falacia

Não venham querer me forçar a aceitar e achar normal, que eu deixo vocês no seu canto, sem forçar nada tampouco. Não sou contra nenhum homosexual, mas não sou a favor de assistir afetividade sexual homosexual (tampouco sou a favor de assistir afetividade sexual heterosexual) em publico. Faça isso na sua casa, não na rua!

Como ter um relacionamento duradouro

Como ter um relacionamento duradouro

Como ter um relacionamento duradouro

Casais já vieram me perguntar o motivo para alguns relacionamentos darem certo e, embora não exista receita infalível para que relacionamentos durem, alguns vencem o teste do tempo e das dificuldades.

Esse assunto, Como ter um relacionamento duradouro, pode se tornar bem extenso mas, para torná-los mais dinâmico, irei mencionar somente alguns pontos que considero importantes para que casais possam desfrutar de sucesso e alegria:

  1. Casais são equipes

Muitas pessoas adentram relacionamentos com a expectativa de mostrar quem é o chefe. Competições frustrantes e intermináveis arruínam qualquer relacionamento.

Em contrapartida, quando ambos consideram seus companheiros como parceiros, membros da mesma equipe, uma completa o que falta no outro.

O conceito de “tampa da panela” não está muito distante da realidade. mais eficaz considerar seu parceiro (a) como aquele que complementa, não aquele que mostra o que você deveria saber e não sabe, deveria fazer mas não faz. Considere como aquele que possui qualidades que enobrecem o casal, quem tem capacidade em cumprir tarefas que você não está habilitado a fazer.

Mas atenção, a noção de que só existe uma pessoa certa para cada um é incorreta e pode causar mais problemas que trazer soluções. Amor à primeira vista normalmente é um sintoma de enfatuação e não de amor verdadeiro. Cuidado!

Num casal funcional, cada um entende e aceita seu papel no relacionamento. Não estou falando de machismo ou ditaduras, mas sim de uma simbiose equilibrada, onde cada um entende seu papel (acordado em casal, seja qual for) e trabalha em função disso. Cada um entende que tem características, talentos e conhecimentos diferentes do seu companheiro e ambos usam todas suas qualidades somadas em favor da felicidade coletiva.

Ambos aceitam as qualidades do seu companheiro e não ficam competido para mostrar que “pode mais”.

  1. Casais doam-se mutuamente

Lembro a história que me contaram há muitos anos, sobre um casal que era muito pobre. Ele tinha um violão de muito apreço e tocava maravilhosamente. Ela tinha cabelos loiros lindos e sedosos, uma beleza rara.

Num natal, estavam sem dinheiro para sequer comer, ele decidiu vender o violão para comprar um pente de marfim de presente a ela, para que pudesse continuar cuidando dos seus maravilhosos cabelos loiros.

Ela resolveu cortar e vender seu cabelo para conseguir comprar cordas novas para o violão que ele tocava tão maravilhosamente e os alegrava em seus momentos juntos.

Resultado, nenhum dos dois recebeu o que precisava. Ela ganhou um pente que não servia para nada, e ele ganhou cordas para um violão que não tinha mais. No entanto, ambos receberam provas de amor maiores do que qualquer presente!

Muitas pessoas, principalmente jovens, me perguntam como é possível ser feliz doando-se 100% para o outro (a). O segredo está na troca.

Quando as pessoas se doam 100%, a soma nunca é menor que 200%! Em outras palavras, quando o marido faz todo possível para que sua esposa seja feliz, e a esposa faz todo possível para que seu marido seja feliz, os dois sempre vão estar felizes. Será sempre uma troca justa.

  1. Casais aceitam a realidade

Não tente mudar o companheiro (a) e “consertar” seus defeitos. Claro, todos somos capazes de mudar e crescer, mas a pressão de forçar uma mudança num comportamento ou caráter é algo arriscado e, na maioria das vezes, uma aposta que não trará resultados.

Se já escolheu errado e os defeitos de seu parceiro (a) são intoleráveis, seja realista e aceite suas opções:

  • Divórcio – o que pode ser muito doloroso tanto para você quanto para seus filhos e seu companheiro.
  • Continuar lutando para se adaptar e ser feliz com a pessoa que escolheu

Não é o intuito deste artigo discutir essas opções. No entanto, pondere cuidadosamente a situação. Peça conselhos a pessoas treinadas, converse com seu companheiro. Faça terapias de casais e decida qual é o melhor caminho.

Caso não tenha escolhido errado, mas esteja pensando em escolher, leia o artigo Como escolher o parceiro ideal. possível que esse artigo ajude na hora de entender sua realidade antes de escolher viver com ela em um casamento ou relacionamento sério.

Aceite seu companheiro (a) do jeito que é e aprenda a ama-lo (a) ao seu máximo. Muitas vezes os defeitos que vemos nos outros são os que nós temos ou já tivemos no passado. Então seja consciente e paciente em aceitar as experiências de vida de quem ama mas que cresceu em outros ambientes, com valores diferentes, histórias de vida diferentes, crenças diferentes, professores diferentes, etc.

Quando aceitamos os outros como são, temos menos motivos para discussões e atritos. Claro, há coisas que devem ser discutidas e corrigidas, caso sejam severas ou críticas, como violência, grosserias, vícios, etc. Mas, quem muda deve mudar de dentro para fora, e nunca de fora para dentro.

  1. Casais exigem de si mesmos

Basicamente, os casais dão suporte e apoio um para o outro, incentivam e provêm um porto seguro, onde sentimentos podem ser expressados honestamente sem represálias ou críticas. Onde as fraquezas são motivos de compaixão e empatia, não de comentários depreciativos e brincadeiras humilhantes.

Indiferente disso, o esposo exige de si mesmo ser atencioso com sua esposa, ser observador, em trata-la com respeito, com paciência na hora de se vestir, com compreensão na hora da insegurança e principalmente em cumprir seu papel de companheiro físico e emocional.

Ele exige de si mesmo um romantismo cativante, boa vontade em aprender a dançar, cantar, tocar um instrumento, ou qualquer outro talento que traga variedade à vida do casal e família. Exige de si mesmo fazer as tarefas de casa quando a esposa estiver cansada, quando o neném acorda de madrugada, quando os filhos querem passear e assim por diante. Ele mantém sua saúde, é arrumado e organizado, mesmo sob tormentas da vida.

A esposa mantém-se atraente para seu marido, arrumada, saudável e agradável. Deseja crescer junto com ele, mesmo que isso exija sacrifício dela, em trabalhar para ajudar a manter o lar e aprender algo novo em curso ou faculdade. Ela é carinhosa e atenciosa com seu marido, mesmo quando o mundo parece estar caindo sobre seus ombros.

Ambos trocam palavras agradáveis e amáveis como “Obrigado”, “Por favor” e “Eu amo você”. Também exigem de si mesmos elogiar as qualidades de seu companheiro (a) e ignorar os defeitos e idiossincrasias que são irrelevantes à felicidade do casal.

E, quando os filhos vêm, ambos exigem de si mesmos serem melhores do que seus próprios pais, sempre questionando seus paradigmas e concentrando-se em amar seus filhos e sua família.

  1. Conhecem a si mesmos

Todo autoconhecimento é vantajoso em um relacionamento. Quando as pessoas não conhecem a si mesmas são capazes de agir por impulso e fazer coisas que trazem dor aos que amam e, muitas vezes, a si próprios.

Existem vários questionários disponíveis gratuitamente na internet que permitem que se auto descubram, que percebam suas qualidade e defeitos de maneira objetiva e direta. Dessa forma é mais fácil entender por que agem ou reagem de certas maneiras e se torna possível treinar-se para corrigir essas dificuldades.

Todos temos nossos “botões” e devemos sempre procurá-los para que sejamos capazes de controla-los ou mesmo destruí-los. Indiferente disso, conhecer a si mesmo facilita a vida do companheiro (a) pois assim não há necessidade de adivinhar ou “pisar em ovos”.

Testes como MBTI, Cores, Hartman Colors, e FiveLabs podem auxiliar no autoconhecimento.

Conclusão

Em conclusão, existem várias coisas que casais podem fazer para melhorar seus relacionamentos. Mas, em todos os casos, manter um relacionamento saudável é igual a qualquer outro hábito saudável: Deve ser feito sempre e com atenção.

Em outras palavras, relacionamentos não duram por causa de eventos impactantes, mas sim das sutilezas do dia-a-dia. No final, eventos, datas e situações são esquecidos com o tempo, mas os sentimentos semeados e nutridos por anos se transformam em um amor poderoso e com raízes indestrutíveis.

No filme “À prova de Fogo“, é mencionada a analogia do estudo conjugal: Quando estamos namorando, consideramos nosso conhecimento sobre nosso parceiro como o ensino médio.

Quando casamos, seguimos para a faculdade conjugal e aprendemos com nossos erros e acertos como é viver com alguém. Nessa época podemos transformar nossa afeição em amor, ou podemos matar a afeição e causar um divórcio.

Contudo, nossa meta deve ser chegarmos ao doutorado (PhD) conjugal, onde conhecemos nosso companheiro (a) tão bem que somos capazes de adivinhar seus pensamentos. Conhecemos seus maiores medos e maiores conquistas e somos capazes de tornar o relacionamento em um porto seguro, um pedacinho do céu.

 

Como escolher o parceiro ideal

Revisado em 28/06/2014 e 17/09/2018

Muitas pessoas ótimas passam por relacionamentos ruins. E quando um péssimo relacionamento acaba, é normal sentir-se frustrado (a) e traído (a) pelo mundo.

A decepção é um sentimento poderoso e, embora saibam que o mundo não é assim, faz crer que ninguém mais merece confiança. Nesse momento, nada nem ninguém é capaz de demonstrar o amor que se espera.

Por isso, comentarei algumas coisas que eu aprendi nos últimos anos, tanto com meus próprios erros, quanto ajudando outras pessoas, em terapias e sessões e aconselhamento conjugal, sobre a busca do Príncipe ou Princesa “ideal”.

Depois de uma certa idade, a maioria das pessoas amadurecem em algumas coisas, mas todos temos nossas infantilidades – basicamente, nossos “botões” – que ligam nosso piloto automático. E quando nosso piloto automático toma o comando, fazemos e falamos coisas que nos arrependemos amargamente depois.

E, para piorar, quanto mais envolvidos estamos ” emocionalmente ” maior a chance de deixarmos nossos botões desprotegidos. Quando nossos botões são apertados, causamos todo tipo de tormentas no relacionamento. No entanto, todo mundo sonha em ter um relacionamento que seja um porto seguro, uma simbiose fluida e feliz e não um ringue de luta livre.

Claro, nem estou discutindo o trabalho exigido em manter um relacionamento saudável. Comento somente sobre inícios de relacionamentos.

Alguns pontos que percebi que ajudam, mas que podem parecer “frias” aos olhos dos “românticos” de hoje. A maioria dentre aqueles que sofrem da Síndrome de Hollywood (assistiram filmes demais). Esses pontos são:

  • Evitar se envolver demais com alguém, logo de início

Sem hipocrisia, pois não é fácil, mas quanto menos envolvimento emocional for permitido no início do relacionamento, mais fácil será manter a objetividade na hora de analisar a possibilidade de sucesso. Passe bastante tempo juntos, em atividades do dia-a-dia, em ambientes descontraídos, onde é possível observar o pretendente em sua “zona de conforto”, e analisar como agem nesses ambientes, nessas condições.

É fácil fingir ser alguém por algumas horas, ser um ator de qualidade em mídias sociais, telefone ou mesmo em encontros breves. Mas é muito mais difícil fingir quando se está na zona de conforto. As mascaras caem quando o ator está em um lugar em que se sente seguro.

  • Analise todos os aspectos da pessoa

Analise o signo, a letra, como é com a mãe, como lida com dinheiro, como trata o garçom ou garçonete, como se porta com crianças, ou mesmo com seus filhos (caso tenha). O modo como a pessoa trata os pais é o primeiro indício de como age em ambiente familiar. Se for grosso (a) com eles, as chances são grandes que também será em seu próprio lar.

A grafologia, embora exija conhecimento específico, é uma ótima ferramenta de análise de personalidade. Outras ferramentas que exigem boa observação são o MBTI e o Hartman Colors. Outras exigem pouco, como o signo (relacionado à data de nascimento), a opinião dos amigos, parentes, colegas de trabalhos, postagens em mídias sociais, etc.

Não há necessidade de saber todas as facetas das pessoas antes de confiar nelas. Mas o mínimo de conhecimento ajuda na hora de decidir se valem a amizade ou mesmo o coração.

  • Faça uma lista de prós e contras

Amor exige esforçoAlém de apontar os positivos e negativos dos (as) pretendentes, dê notas tanto para os prós quanto para os contras. Por exemplo:

Digamos que a pessoa em quem se tem interesse seja muito bonita, e que há muita atração por ele/ela. Mas, um dos pontos negativos (contra) é a pessoas ser extremamente grosseira. Ao dar uma nota entre 1 e 5 (sendo 1 menos importante e 5 a mais importante) – nesse caso pontuar 3 para a beleza e 5 para a grosseria – é possível calcular se os pontos positivos superam os negativos ou vice-versa. É necessário pesar tudo na balança, antes da decisão final.

Em outras palavras, o que conta mais? A Beleza ou a grosseria? Se conviver com grosseria é algo inaceitável, então sua importância é muito maior que a beleza da pessoa (que também se perde com o tempo).

Considere como um relatório de pesquisa. Essas notas servem muito quando um pretendente parece ter mais prós que contras. No entanto, os contras podem ser tão absurdos que tem peso muito maior que todos os prós juntos!

  • Não se envolva sexualmente

O ato sexual é uma “cola” emocional poderosíssima que dificulta na hora de analisar clinicamente um pretendente. Mesmo que o pretendente não seja boa pessoa, fica difícil desligar-se dela porque o emocional está “grudado” nela. Note que nem estou falando de nada religioso, mas de programação fisiológica do ser humano.

A raça humana, apesar de ter mudado o ponto de vista com relação ao sexo em geral, não conseguiu ainda alterar a programação físico-emocional associada ao ato sexual, à intimidade experimentada. O orgasmo, em termos simples, extravasa o emocional e o fisiológico tanto de homens quanto mulheres, por causa da oxitocina e dopamina que são liberados em grande quantidade durante o ato sexual.

  • E, o mais difícil, seja realista na hora de decidir se vai levar o relacionamento adiante, ou encerrar

Não procure qualidades que não existam e não aponte defeitos que sejam irrelevantes. Seja realista! O melhor é decidir antes de se envolver com a pessoa, em qualquer nível, mesmo namoro.

Muitas vezes, é melhor nem começar a namorar se a tabela de prós e contras não for favorável. Assim é mais fácil manter o pretendente sob perspectiva correta, para não se machucar. Ou, usando uma analogia: Use a “escadinha” e não pule direto na piscina do amor.

Relacionamento felizVejo muita gente boa sofrendo com gente péssima, predadores, animais sem o mínimo de inteligência emocional. E essas boas pessoas acabam “escaldadas”, apavoradas e evitando novos relacionamentos. Vejo também muita gente pouco informada caminhando na mesma direção, às pessoas péssimas. Essas pessoas inadvertidas seguem impulsionadas por “valores” errados: beleza, dinheiro, lábia, etc.

Seja objetivo e correto na hora de decidir com quem se relacionar, pois é melhor chorar por uma semana, que sofrer por anos em relacionamentos sem futuro. E pior, fazer seus filhos sofrerem junto!

Links Úteis

O teste das cores, Banco Nacional de Empregos, disponível em //www.bne.com.br/Utilitarios/Cores/default.asp

Teste de personalidade com base nas postagens do Facebook, disponível em //labs.five.com/

Teste Hartman Colors, disponível em //www.colorcode.com/choose_personality_test/

Teste MBTI, disponível em //www.humanmetrics.com/cgi-win/jtypes2.asp

Referencias

____, About. Hartman Colors. Disponível em //www.colorcode.com/about/

____, MBTI Basics. The Meyer & Briggs Foundation. Disponível em //www.myersbriggs.org/my-mbti-personality-type/mbti-basics/

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Me dê o que quero, não o que preciso!

Me dê o que quero, não o que preciso!Me dê o que quero, não o que preciso!

Me dê o que quero, não o que preciso! Essa frase costuma ser relacionada à crianças mimadas e a adultos egoístas. Mas um estudo mais cuidadoso indica que dar somente o preciso pode ser tão ruim quanto não dar nada.

Sob perspectiva pragmática, dar tudo que os outros querem é um fardo e pode levar quem recebe a perder a noção do que é necessário e de como proceder para conseguir.

Muitos pais acabam por criar pequenos déspotas ao darem tudo que seus filhos querem. Muitos adultos, quando não são treinados a entenderem a diferença entre precisar e querer, acabam por impor suas vontades aos outros, sem considerar os danos que causam a outrem.

Por outro lado, há os pais e indivíduos que somente dão o preciso, mas nunca o que os outros querem. Exemplos disso são:

PAIS QUE TRABALHAM OU VIAJAM DEMAIS

Esse problema é o mais sério, pois acaba por incutir nas crianças um comportamento que acaba sendo perpetuado por várias gerações. Pais que tiveram relacionamento fraco com seus próprios pais, na maioria das vezes, acabam fazendo o mesmo com seus filhos. Ao invés de levar seus filhos ao parque, de ler aquele livro infantil “oeirritante”, de assistir aquele desenho animado entediante, fazem outras coisas mais práticas: trabalham, cozinham, arrumam a casa, pagam por cursos, mandam os filhos pra Disney, para o ballet, etc. Tudo isso para compensar o tempo que não estão passando com seus filhos.

Nada disso é visível durante os primeiros anos de infância. Mas quando a criança chega na adolescência, começa a questionar seu relacionamento com seus pais (como todo jovem faz). E quando percebe que seus pais não lhes dava a atenção que desejavam, acabam por desenvolver rancor. Nessa hora é que muitos pais usam a frase “oeMas sempre dei tudo que você precisava!”

INDIVIDUOS COM BAIXA INTELIGENCIA EMOCIONAL

Relacionado ao tópico acima, quando indivíduos tem baixa inteligência emocional, acabam por afirmar que sempre deram o que os outros precisavam. Porém, nunca deram o que era de melhor – tempo, atenção, carinho, amor, etc.

Quando esses indivíduos se veem confrontados pela realidade do “oeque sempre precisavam”, acabam por usar de chantagem emocional, tentando jogar a culpa em quem questiona, dizendo que sempre se esforçaram pra dar tudo que precisavam, que sempre fez de tudo, que não subiu na vida porque estava sempre se preocupando com os outros, etc.

PARCEIROS QUE NÃO SABEM DEMONSTRAR AFEIÇÃO

Num relacionamento conjugal – seja namoro, noivado, casamento, ou mesmo amizade. Quando a pessoa não sabe se relacionar, acaba por magoar o outro, pois sempre está fazendo outras coisas – como arrumar a casa, fazer comida, lavar roupa, etc – para racionalizar não fazer o que o parceiro realmente gostaria de ter: Atenção, carinho e respeito.

CONCLUSãO

Portanto, dar o que os outros precisam nem sempre é o melhor. Em qualquer relacionamento, precisamos dar o que nossos familiares, amigos e parceiros realmente querem: AMOR!

É importante darmos o que os outros precisam, afinal, amor não põe comida na mesa. É preciso trabalhar, sustentar, limpar, cozinhar, levar no futebol, no ballet, etc. Mas, no final das contas, dinheiro vai, e amanhã volta, mas as lembranças dos bons momentos, associados aos sentimentos de amor e respeito, perduram toda a vida e são perpetuados por gerações. Assim como a falta dos mesmo também podem acabar sendo perpetuados por várias gerações.