Me dê o que quero, não o que preciso!

Me dê o que quero, não o que preciso!

Me dê o que quero, não o que preciso!Me dê o que quero, não o que preciso!

Me dê o que quero, não o que preciso! Essa frase costuma ser relacionada à crianças mimadas e a adultos egoístas. Mas um estudo mais cuidadoso indica que dar somente o preciso pode ser tão ruim quanto não dar nada.

Sob perspectiva pragmática, dar tudo que os outros querem é um fardo e pode levar quem recebe a perder a noção do que é necessário e de como proceder para conseguir.

Muitos pais acabam por criar pequenos déspotas ao darem tudo que seus filhos querem. Muitos adultos, quando não são treinados a entenderem a diferença entre precisar e querer, acabam por impor suas vontades aos outros, sem considerar os danos que causam a outrem.

Por outro lado, há os pais e indivíduos que somente dão o preciso, mas nunca o que os outros querem. Exemplos disso são:

PAIS QUE TRABALHAM OU VIAJAM DEMAIS

Esse problema é o mais sério, pois acaba por incutir nas crianças um comportamento que acaba sendo perpetuado por várias gerações. Pais que tiveram relacionamento fraco com seus próprios pais, na maioria das vezes, acabam fazendo o mesmo com seus filhos. Ao invés de levar seus filhos ao parque, de ler aquele livro infantil “oeirritante”, de assistir aquele desenho animado entediante, fazem outras coisas mais práticas: trabalham, cozinham, arrumam a casa, pagam por cursos, mandam os filhos pra Disney, para o ballet, etc. Tudo isso para compensar o tempo que não estão passando com seus filhos.

Nada disso é visível durante os primeiros anos de infância. Mas quando a criança chega na adolescência, começa a questionar seu relacionamento com seus pais (como todo jovem faz). E quando percebe que seus pais não lhes dava a atenção que desejavam, acabam por desenvolver rancor. Nessa hora é que muitos pais usam a frase “oeMas sempre dei tudo que você precisava!”

INDIVIDUOS COM BAIXA INTELIGENCIA EMOCIONAL

Relacionado ao tópico acima, quando indivíduos tem baixa inteligência emocional, acabam por afirmar que sempre deram o que os outros precisavam. Porém, nunca deram o que era de melhor – tempo, atenção, carinho, amor, etc.

Quando esses indivíduos se veem confrontados pela realidade do “oeque sempre precisavam”, acabam por usar de chantagem emocional, tentando jogar a culpa em quem questiona, dizendo que sempre se esforçaram pra dar tudo que precisavam, que sempre fez de tudo, que não subiu na vida porque estava sempre se preocupando com os outros, etc.

PARCEIROS QUE NÃO SABEM DEMONSTRAR AFEIÇÃO

Num relacionamento conjugal – seja namoro, noivado, casamento, ou mesmo amizade. Quando a pessoa não sabe se relacionar, acaba por magoar o outro, pois sempre está fazendo outras coisas – como arrumar a casa, fazer comida, lavar roupa, etc – para racionalizar não fazer o que o parceiro realmente gostaria de ter: Atenção, carinho e respeito.

CONCLUSãO

Portanto, dar o que os outros precisam nem sempre é o melhor. Em qualquer relacionamento, precisamos dar o que nossos familiares, amigos e parceiros realmente querem: AMOR!

É importante darmos o que os outros precisam, afinal, amor não põe comida na mesa. É preciso trabalhar, sustentar, limpar, cozinhar, levar no futebol, no ballet, etc. Mas, no final das contas, dinheiro vai, e amanhã volta, mas as lembranças dos bons momentos, associados aos sentimentos de amor e respeito, perduram toda a vida e são perpetuados por gerações. Assim como a falta dos mesmo também podem acabar sendo perpetuados por várias gerações.

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