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Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no Lar

Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no Lar

Este artigo é o texto usado em discurso de 10 minutos, em 14/08/2016, intitulado Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no Lar, e discute alguns pontos que podem ajudar nossas famílias a tornarem o lar mais centrado em Jesus Cristo, em espiritualidade e amor.

Preparação desde crianças

A preparação para chegar à Cristo é um ciclo sem fim, assim como o evangelho. Quando crianças, recebemos certas programações dos nossos pais, do ambiente, da sociedade, do planeta. Algumas dessas programações já vem pelo DNA, geneticamente, através de atributos físicos simples ou doenças crônicas. Temos feição parecida aos nossos pais, herdamos sinusite, rinite, asma, lordose, escoliose, nossa esperteza, raciocínio rápido. Em alguns casos mais raros e dramáticos, herdamos deficiências físicas que variam entre dificuldades locomotoras até paralisias completas. O ambiente no ensina, na escola, nos desenhos animados que assistimos na Carrossel, Chiquititas, Cartoon Network, Gloob, Discovery Kids sobre amar ou rejeitar aqueles que são diferentes. Sobre “trolar” os mais fracos, sobre incitar ou lutar contra o bullying.

A sociedade nos ensina o idioma, as gírias, os hábitos, esportes, ou mesmo tendências de conhecimento que, muitas vezes, seguimos sem qualquer questionamento. Nosso planeta usa veículos que queimam combustíveis fósseis e, na maioria das vezes, nem questionamos como funcionam ou mesmo nos importamos com os danos que causamos.

Quando chegamos à vida adulta, todas essas “programações” se solidificam e repetimos o mesmo processo ensinando nossos filhos e netos a perpetuarem essas programações.

Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no LarIgnorando a programação que recebemos no passado, vamos questionar “O que temos ensinado nossos filhos e Como temos usado nosso tempo no lar”?

Estamos perpetuando hábitos negativos, perniciosos e destrutivos, ou estamos questionando o negativo, transformando em positivo? Estamos potencializando o que é bom, ou estamos deixando que caiam no esquecimento?

O que fazemos hoje, determina o futuro dos nossos filhos e muitas gerações futuras. O que ensinamos nossos filhos e o modo como agimos em nosso lar determina a sociedade, país e planeta em que vivemos.

Pai é o cabeça do lar e é sua responsabilidade

Neste dia especial, dia dos pais, em que comemoramos o honrado papel que os homens recebem ao constituírem famílias, é vital relembrarmos algumas das responsabilidades que temos e herdamos de nosso pai Celestial e nosso primeiro pai físico Adão.

Embora deva ser meta de todo homem honrado, de escolher uma mulher honrada, especial, com testemunho do amor de Deus e do Evangelho – uma mulher que seja preparada para gerenciar um lar e uma família – o homem jamais deve esquecer que é dele a maior responsabilidade: De ser o cabeça da família. Cabeça da família não significa a liberdade de escolher arbitrariamente conforme lhe seja conveniente. Ser cabeça da família significa entender o peso da responsabilidade em ter vidas que dependem dele. Saber que cada decisão pode influenciar para o bem ou para o mal, a esposa e os filhos, possivelmente por várias gerações. É saber que seus filhos vão se espelhar em suas ações, vão almejar ou repudiar serem como ele. Tudo dependendo de como se comportam no lar e, principalmente, quando pensam que ninguém mais está vendo.

Sim, esse papel é de tamanha importância que chamamos Deus de Pai!

Deus senta na sua poltrona celestial e fica somente assistindo seus filhos aqui na terra?Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no Lar

Nosso pai trabalha incessantemente, com auxílio de seus filhos para “Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem.” (Moisés 1:39)

Ele jamais fica na zona de conforto, culpando qualquer outra pessoa por nada. Jesus Cristo, seu filho, é exemplo do Pai em todas as coisas e afirma:

“Em verdade vos digo que devereis ser como eu sou.” (3 Nefi 27:27)

E, em Mateus 5:48 afirmou:

“Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:48

É responsabilidade do pai em guiar a família, em lembra das orações em família, de abençoar o alimento, de ler as escrituras em família, de fazerem noite familiar, de cuidar da casa e auxiliar a esposa a ensinar a luz aos filhos. O Pai jamais espera que a esposa faça, nem culpa ninguém por deixar de fazer. O Pai assume responsabilidade pelas coisas e ruins que acontecem à sua família.

Honrar o Sarcerdócio

O Presidente Howard W. Hunter teve uma única oportunidade de discursar em uma reunião geral do sacerdócio enquanto Presidente da Igreja. Naquela ocasião, em outubro de 1994, seu discurso intitulou-se “Sede Pais e Maridos Justos”. Nesse sermão magistral, ele enumerou vários padrões e expectativas para todos os portadores do Sacerdócio de Melquisedeque. […] “O portador do sacerdócio respeita a família”, disse o Presidente Hunter, “como Deus ordenou. Liderá-la é nossa responsabilidade mais sagrada e mais importante. A família é a unidade mais valiosa desta vida e da eternidade e, como tal, transcende todos os outros interesses”. (“Sede Pais e Maridos Justos”, A Liahona, janeiro de 1995, pp. 53­55)

O Presidente Harold B. Lee disse: “O mais importante trabalho do Senhor que poderemos realizar é o efetuado entre as paredes do próprio lar”. (Stand Ye in Holy Places, [1974], p. 255). Precisamos fazer uma auto-avaliação honesta e profunda. Será que estamos ensinando e guiando nossa família no evangelho ou estaríamos deixando essa responsabilidade para outras pessoas? A fim de conduzir a família, precisamos reordenar nossas prioridades de modo a encontrar o tempo necessário. Tempo em quantidade e de qualidade são essenciais.

O Presidente Hunter também nos lembrou: “O portador do sacerdócio lidera o envolvimento da família na Igreja para que aprendam o evangelho e estejam sob a proteção dos convênios e ordenanças”. (“Sede Pais e Maridos Justos”, A Liahona, janeiro de 1995, p. 55) Para conseguirmos, não podemos deixar de pôr certas coisas em ordem em nossa vida pessoal. A hipocrisia jamais rendeu frutos, tampouco o fará hoje. Espera-se que lideremos em retidão e incentivemos nossa família a seguir nosso exemplo. Dirijam a noite familiar e o estudo das escrituras. Dêem bênçãos do sacerdócio. Dirijam a oração familiar e pessoal. O Presidente Monson declarou: “Lembrem que um homem nunca fica tão alto como quando está de joelhos”. (in Conference Report, abril de 1964, p. 130)

Mencionado por H. David Burton na Conferência Geral de Abril 2000

Saber repreender e demonstrar amor

Ensinar nossos filhos é parte vital do propósito das famílias um privilégio dos pais. O pai, portador do sacerdócio deve lembrar-se sempre dos conselhos de Deus em Doutrina e Convênios 121:41-45

Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do sacerdócio, a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido;

Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no LarCom bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo —

Reprovando prontamente com firmeza, quando movido pelo Espírito Santo e depois, mostrando então um amor maior por aquele que repreendeste, para que ele não te julgue seu inimigo;

Para que ele saiba que tua fidelidade é mais forte que os laços da morte.

Que tuas entranhas também sejam cheias de caridade para com todos os homens e para com a família da fé; e que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu.

E a promessa do Senhor é clara aos que seguirem esses conselhos:

O Espírito Santo será teu companheiro constante, e teu cetro, um cetro imutável de retidão e verdade; e teu domínio será um domínio eterno e, sem ser compelido, fluirá para ti eternamente. (D&C 121:46)

Feminismo e obediência

Se estivermos fazendo nossa parte como homens, honrando o sacerdócio e nos preparando para esse chamado eterno de pais, podemos confiar que o Senhor nos irá abençoar com uma companheira que também seja honrada e preparada. Existem exceções e situações em que um isso não ocorra. Mas indiferente disso, a companheira no lar é mais do que uma pessoa do sexo oposto.

O primeiro convênio que aprendemos e fazemos convenio de seguir é Obediência, com Eva, e consequentemente todas as mulheres, fazendo convênio de ouvir o conselho de seu esposo, assim como ele ouve o conselho do Pai.

Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no LarMoisés 7:35 afirma:

Eis que eu sou Deus; Homem de Santidade é o meu nome; Homem de Conselho é o meu nome; e Infinito e Eterno é o meu nome também.

Ouvir o conselho não significa simplesmente escutar, significa ponderar, aceitar, e obedecer ao conselho de daquele Pai que nos criou. Se o homem aprende a “ouvir” (significando obedecer) ao conselho do Pai, em nada esse homem terá transgredido, mesmo que as dificuldades e intempéries da vida assolem e sejam provações. Ao final, o prêmio de estar no reino Celestial, no maior grau de glória, pelo resto da eternidade, vale o esforço de ouvir o conselho!

Um homem honrado que ouve os conselhos do Pai sempre é um feminista, sempre deseja felicidade para sua companheira, sempre apoia a esposa a se desenvolver e a crescer junto com ele, para JUNTOS estarem com Deus, na gloria sem fim. A esposa nunca é uma serva, assim como Deus nunca nos enxerga meramente como servos. E se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se porventura com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. (Romanos 8:17)

No entanto, o homem, cabeça do lar, deve pôr de lado o homem natural e torne-se como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai. (Mosias 3:19)

Da mesma forma, a esposa deve tornar-se submissa ao marido, não de forma pejorativa nem como o opositor tenta convencer, usando palavras bajuladoras de feminismo extremista. A esposa deve ser submissa a um homem que é submisso à Deus. Como em uma trilha de dominós, se o esposo é um homem justo que se submete ao seu Pai, ele jamais irá abusar do seu privilégio de ter uma esposa que também é submissa a ele.

O mundo tem pregado que as mulheres têm que ter direitos iguais aos homens. Satanás usou uma verdade sagrada para disfarçar uma mentira mortal: de que a mulher sozinha, ou o homem sozinho, tem felicidade. De que o direito da mulher de ser coadjutora com seu esposo virou seu falso direito de não querer mais ter o homem e lutar para ver “quem é o melhor”.

Eu gostaria de poder engravidar e ter filhos, se eu quisesse ser extremista exigindo justiça, poderia usar esse ou outros argumentos para odiar o mundo e me rebelar contra o que é de Deus. No entanto, o privilégio da maternidade é um dom de Deus que, se visto com os olhos espirituais, serve como amostra do grande amor que Ele tem por nós. O homo sapiens sapiens (nós) são a única espécie em que seus recém nascidos são completamente e totalmente dependentes dos seus genitores. Mais uma forma que Deus mostra que, nas coisas simples, estão os maiores simbolismos do evangelho.

E eis que todas as coisas têm sua semelhança e todas as coisas são criadas e feitas para prestar testemunho de mim, tanto as coisas materiais como as coisas que são espirituais; coisas que estão acima nos céus e coisas que estão na Terra e coisas que estão dentro da terra e coisas que estão embaixo da terra, tanto acima como abaixo: todas as coisas prestam testemunho de mim.(Moisés 6:63)

Não podemos deixar que nosso lar seja impregnado pela doutrina dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem das trevas luz, e da luz, trevas; e fazem do amargo doce, e do doce, amargo! (Isaías 5:20 e 2 Néfi 15:20)

Eventos e atividades do lar

O Lar jamais é um lugar entediante. Seja por causa das atividades planejadas, mas principalmente por causa dos constantes imprevistos que SEMPRE aparecem. Seja um dente quebrado ou osso fraturado, ou mesmo pela festa de aniversário, a festa do pijama, o baile, a reunião de trabalho, o churrasco com os amigos, o lar está sempre em constante movimento.

Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no LarÉ primordial que façamos oração em família e também em segredo. Que a leitura das escrituras seja um evento diário, seja de manhã, ou antes de dormir. Que noites familiares façam parte da agenda semanal. Que a noite com a esposa seja sagrada. Que a música faça parte dos divertimentos em família. A vida é feita de momentos. A maioria desses momentos são cotidianos e, em longo prazo são esquecidos. Mas as lembranças do amor, do carinho, da diversão nesses momentos cotidianos moldam o caráter de todos, principalmente das crianças.

Aqueles eventos raros e mais especiais, como festas de aniversário, brincadeiras no parque, ou viagens divertidas, se tornam somente pontos pequenos se o resto da vida não for feliz.

Não há tempo para se desejar calmaria. Calmaria é sinônimo de Zona de Conforto.

Despertar e sair da zona de conforto

Da psicologia definimos o que é Zona de Conforto:

Zona de conforto é uma série de ações, pensamentos e comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não a causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco.

Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no LarNa zona de conforto, as pessoas realizam sempre um determinado tipo de comportamento que lhe dá um desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança. Essa segurança é uma falsa segurança, uma vez que, quando ocorre uma grande mudança, quem está muito confortável leva um choque maior, e estará menos preparado para sobreviver do que os outros.

Os indivíduos em geral, necessitam saber operar fora de sua zona de conforto para realizar avanços, melhorar seu desempenho seja ele no trabalho, na vida pessoal etc. A zona de conforto é um tema sempre muito debatido na psicologia.

fonte: //www.significados.com.br/zona-de-conforto/

Enquanto na zona de conforto, o lar fica inerte, perdido.

Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engodo dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. (Efésios 4:14)

Constantemente o Senhor grita:

Desperta, desperta outra vez, veste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te dos teus vestidos formosos, ó Jerusalém, cidade santa; (3 Néfi 20:36 e Isaías 52:1)

Aqueles que estão na Zona de Conforto estão adormecidos!

Temos que despertar e começar a questionar as programações que recebemos no passado e começar a trabalhar nas programações celestiais, e ensina-las a nossos filhos.

Conclusão

O lar é um local de aprendizado, de esforço, de trabalho, de amor dedicado. O mundo celestial é como o lar. Como podemos esperar irmos morar no Lar de Deus, se não damos valor para o lar que temos hoje?!

Cada momento, cada ação, pode ser uma demonstração de amor, pode ser um aprendizado e mais um passo que fortaleça a família e ajude todos a caminharem juntos de volta ao seu primeiro lar.

Henry B. Eyring, primeiro conselheiro da primeira presidência, e um apóstolo do senhor Jesus Cristo, afirmou:

Assim como Jesus, em Seu ministério mortal, usou uma criança como exemplo do puro amor que as pessoas precisavam e podiam ter para tornarem-se semelhantes a Ele, Cristo deu-nos a família como exemplo de um ambiente ideal no qual podemos aprender a amar como Ele ama.

Isso acontece por que é no relacionamento familiar que encontramos nossas maiores alegrias e nossas maiores tristezas. As alegrias advêm de colocarmos o bem dos outros acima do nosso próprio bem (isso é que é o amor), e as tristezas advêm principalmente do egoísmo, que é a ausência de amor. O ideal que Deus estabeleceu para nós é o de formar uma família da maneira mais acertada para conduzir-nos à felicidade e de afastar-nos das tristezas. O homem e a mulher devem fazer o convênio sagrado de colocar o bem-estar e a felicidade do outro no centro de sua vida. Os filhos deveriam nascer em uma família na qual os pais consideram as necessidades dos filhos tão importantes quanto as próprias necessidades; e os filhos devem amar os pais e amarem-se uns aos outros.

Princípios que nos levam a Cristo, aplicados no LarEsse é o ideal de família amorosa. Em muitos lares há estas palavras: “Nossa Família Pode Ser Eterna”. Perto da minha casa, há um túmulo de uma mulher que foi mãe e avó. Ela e o marido foram selados um ao outro e a sua posteridade no templo de Deus por esta vida e por toda a eternidade. A inscrição na lápide diz: “Peço que não fique faltando ninguém”. Ela pediu que essa inscrição fosse gravada porque sabia que as escolhas de cada membro da família determinariam se a família voltaria a estar toda reunida. A palavra “peço” está ali porque nem Deus nem ela poderiam compelir ninguém a escolher a felicidade. Além disso, há Satanás, que quer a miséria e não a felicidade da família nesta vida e na eternidade.

(Conferência Geral de Outubro 2009 – Nosso Exemplo Perfeito)

A desilusão do amor romântico versus verdadeiro amor de Cristo

Amor é uma escolha

A desilusão do amor romântico versus verdadeiro amor de Cristo

Estando divorciado há quase quatro anos, frequentemente me perguntam por que me tornei tão exigente quando ao quesito de namoro e relacionamento romântico e afetivo. E quando explico o motivo, automaticamente me questionam se tenho esperança de algum dia encontrar alguém e casar novamente.

A verdade é que ainda tenho esperança de encontrar, mas já aceite a possibilidade que nunca encontrarei.

E por que me tornei tão exigente? Por que minha desilusão no casamento me deixou sem esperança de algum dia encontrar alguém que me faça feliz?

Após ponderar sobre as possíveis respostas, acredito finalmente ter encontrado um meio de explicar de forma clara e simples, usando exemplos que todos conhecemos.

Quando penso no amor de Cristo, no verdadeiro amor, que é caridoso, não pensa mal, que deseja o bem e se sacrifica para promover o bem daqueles que amamos, imediatamente me sinto comovido e me lembro do amor que sinto pela minha filha, Mellanie.

Desde o momento que o pânico inicial de ser pai pela primeira vez desapareceu, aprendi a ter um amor cada vez maior por ela. Percebi que o verdadeiro amor é aquele experimentado entre pais e filhos (considerando um mundo ideal).

O amor que ela demonstra sempre, indiferente do momento ou local. Indiferente de outras pessoas estarem olhando.

Amor nas pequenas coisas, como quando ela fazia “samba” chutando a barriga da mãe sempre que ouvia minha voz (e a mãe reclamava porque ela só chutava comigo).

Quando a carreguei no colo a primeira vez, e todas as vezes que estivemos com ela na UTI infantil (nasceu 5 semanas prematura) enquanto ela estava em observação por 9 dias.

Todas as noites que eu acordava para amamenta-la pois ela nunca havia conseguido amamentar no peito por causa dos 9 dias na UTI e só mamava por tubo. Lembro de ter o cuidado de aquecer o leite de peito que tirávamos e congelávamos, e de segura-la no colo enquanto ela mamava na mamadeira.

Lembro de quando ela se engasgou ao cair de uma cadeira e não conseguia respirar e, estando sozinho em casa com ela, fiquei grato de, enquanto jovem, ter aprendido a manobra de Heimlich e conseguido ajudá-la a cuspir o pedaço de salsicha.

Lembro com carinho de quando ela me abraçou e me disse “Pensei que nunca mais ia ver você, papai”. Após o divórcio, a mãe sumiu com ela para se vingar de eu não agir do jeito que ela queria.

Nessa época, do divórcio, comecei a observar com ainda mais cuidado os pequenos momentos e amostras de amor que recebia de minha filha, e prestei atenção em como eu me sentia, e como eu agia com ela.

Cheguei ao ponto de orar a Deus, com todo meu coração, oferecendo minha vida – aceitando que se fosse o melhor, que Ele tirasse minha vida, para que minha filha fosse feliz. Ao meu ver, o que a mãe dela estava fazendo durante o divórcio estava me matando aos poucos, usando minha filha para me afetar.

A resposta de Deus foi impossível de interpretar errado “Não quero que morra por ela, quero que VIVA por ela”! Existe uma diferença incrível entre ser capaz de dar a vida por alguém, e viver a vida por alguém. Morrer é um fato único, isolado, exige um sacrifício extremo. No entanto, exige que seja feito somente uma vez. Viver por alguém exige esforço e disciplina diários. Exige um desejo de amago de amar, respeitar, sacrificar e estar fora da zona de conforto.

O verdadeiro amor exige que alguém viva sempre dedicando seus atos, pensamentos e intenções pelo bem da pessoa que se ama.

O amor verdadeiro não impõe condições. Ele deseja que aquele que amamos cresça, evolua, se desenvolva, e seja plenamente feliz. Ao mesmo tempo, esse amor entende o arbítrio, que não controla, manipula, induz ou mesmo maltratada.

O amor diário exige muito mais do que o sacrifício de morte.

Esse é o verdadeiro amor de Cristo, o amor que pais e filhos compartilham. Um amor sem segundas intenções, sem interesse egoísta ou instrumentalista. Um amor que nunca racionaliza ou justifica falhas. É um amor que está sempre se humilhando e pedindo perdão. Que repreende com ternura, mas que demostra amor maior, para que não sinta ser inimigo. Que se comove de compaixão, mas não se cega com necessidades secundárias. Um amor que escolhe ser eterno.

Em quantos relacionamentos de casal se encontra o verdadeiro amor de Cristo? O verdadeiro amor como o que existe entre pais e filhos? Claro, não se pode esperar que um casal se comporte como pai e filho, mas a fundação do amor é a mesma. A atração física e afetividade romântica complementam, mas não são a base do amor.

Já comecei alguns relacionamentos que acabaram no momento em que percebi ciúmes ou sentimentos negativos em relação à minha filha. Minha filha foi a melhor dádiva, a melhor coisa que já fiz na vida. Como que alguém pode esperar que eu trate minha filha com menos amor, para que eu possa ter um relacionamento com outrem?

Quando as pessoas adentram relacionamentos, na maioria das vezes buscam suprir algum desejo ou necessidade egoísta e irrelevante. Seja por futilidade, por superficialidade, por represália contra parceiros do passado, para fugir de situações de abuso – seja moral, física ou mental.

A maioria das pessoas entram em relacionamentos sem ter a mínima noção do que é o amor. Pensam que a paixão é suficiente para estar com alguém.

O amor de Cristo exige muito mais do que mera satisfação pessoal. Exige preparação, desejo, disciplina, esforço, disponibilidade em estar sempre fora da zona de conforto.

Quantos relacionamentos hoje em dia tem esse tipo de amor? Vejo frequentemente casais que estão sempre com semblante mal-humorado. Algo está profundamente errado em seu relacionamento. Algo está faltando em sua capacidade de amar.

Quando ambos doam 100% de si para aqueles que amam, e vice-versa, o resultado da soma sempre se aproxima de 100% (talvez 90% quando outros problemas afetam a família). Mas ninguém se sente rejeitado, usado, ignorado ou sozinho.

Ainda tenho esperança em encontrar alguém? Sim, a esperança permanece, como minha esperança que Cristo me ajudará a superar minhas fraquezas e as tornará em fortalezas (Eter 12:27). A esperança sempre vai fazer parte do verdadeiro amor de Cristo.

E por que me tornei tão exigente? Por que minha desilusão no casamento me deixou sem esperança de algum dia encontrar alguém que me faça feliz?

Esse mesmo amor que compartilho com minha filha, foi o amor que dediquei durante meus 6 anos de casado. Percebi que serei capaz de fazer alguém feliz, porque aprendi a amar. O problema é encontrar alguém que também saiba amar!

Encontrar alguém não depende simplesmente de achar uma pessoa. Mas encontrar uma pessoa que esteja disposta a crescer junto, chorar junto, sofrer junto, sacrificar junto, a ser membro da equipe que se chama família.

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Honrar o Sacerdócio Aarônico e Melquisedeque

Honrar o Sacerdócio Aarônico e Melquisedeque

Repetidamente ouvimos discursos e aulas sobre o tema de honrar o sacerdócio aarônico e de Melquisedeque. O sacerdócio não é novo, temos registros sobre ordenanças do sacerdócio desde os escritos Bíblicos:

“e os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio; e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo nas suas gerações.”

Êxodo 40:15

Reconhecemos através dos registros bíblicos e até mesmo por manifestações contemporâneas que o poder de Deus foi dividido em dois principais ofícios: Aarônico e Melquisedeque.

Dentro do ofício Aarônico temos 4 outros ofícios:

Diácono = homens com pelo menos 12 anos de idade, que distribuem o sacramento todos os domingos aos membros e também zelam pelos edifícios da igreja.

Mestres = homens com pelo menos 14 anos de idade, acumulam as funções dos diáconos, preparam o sacramento e auxiliam no ensino familiar como mestres familiares.

Sacerdotes = homens com pelo menos 16 anos de idade, acumulam as funções dos ofícios anteriores, abençoa o sacramento e tem autoridade para batizar, ordenar outros diáconos, mestres e sacerdotes. Também pode assumir liderança quando não houver nenhum membro com sacerdócio de Melquisedeque.

Bispo = preside o sacerdócio Aaronico da ala. É presidente do quórum de sacerdotes, lida com assuntos de ordem material, como administração de finanças e registros e cuidados com os pobres e necessitados. Um bispo também é um sumo sacerdote para presidir sobre os membros da ala. É um juiz em Israel, entrevistas os membros para que recebam recomendações para o templo, ordenações no sacerdócio e sejam atendidos em suas necessidades. É o seu direito ter o dom do discernimento.

No ofício do sacerdócio de Melquisedeque há 5 funções:

Élder = ensinam, exortam (convidam a cumprir), expõe (mostra) a doutrina, batizam e zelam pela igreja. Possuem autoridade para conceder o dom do Espírito Santo. Administram aos doentes, abençoam crianças, e presidem quando não há outro líder sumo sacerdote.

Sumo Sacerdote = oficiam os assuntos espirituais além de acumularem todas as funções anteriores. Presidentes de estaca, presidentes de missão, sumo conselheiros, bispos e outros líderes são sumo sacerdotes.

Patriarca = ordenados para concederem bênçãos patriarcais aos membros.

Setentas = são testemunhas especiais de Cristo e ajudam na edificação e direção da igreja no mundo, sob direção da Primeira Presidência e Doze Apóstolos.

Apóstolos = testemunhas especiais do nome de Cristo, administram a igreja em âmbito mundial. Cada um tem chaves do reino de Deus na terra, mas o apóstolo chamado como profeta exerce todas as chaves. Os outros apóstolos agem sob sua direção.

Sabendo da organização do sacerdócio na terra, qual é a função dele em nossas vidas?

O Presidente Howard W. Hunter teve uma única oportunidade de discursar em uma reunião geral do sacerdócio enquanto Presidente da Igreja. Naquela ocasião, em outubro de 1994, seu discurso intitulou-se “Sede Pais e Maridos Justos”. Nesse sermão magistral, ele enumerou vários padrões e expectativas para todos os portadores do Sacerdócio de Melquisedeque. […] “O portador do sacerdócio respeita a família”, disse o Presidente Hunter, “como Deus ordenou. Liderá-la é nossa responsabilidade mais sagrada e mais importante. A família é a unidade mais valiosa desta vida e da eternidade e, como tal, transcende todos os outros interesses”. (“Sede Pais e Maridos Justos”, A Liahona, janeiro de 1995, pp. 53­55)

O Presidente Harold B. Lee disse: “O mais importante trabalho do Senhor que poderemos realizar é o efetuado entre as paredes do próprio lar”. (Stand Ye in Holy Places, [1974], p. 255). Precisamos fazer uma auto-avaliação honesta e profunda. Será que estamos ensinando e guiando nossa família no evangelho ou estaríamos deixando essa responsabilidade para outras pessoas? A fim de conduzir a família, precisamos reordenar nossas prioridades de modo a encontrar o tempo necessário. Tempo em quantidade e de qualidade são essenciais.

O Presidente Hunter também nos lembrou: “O portador do sacerdócio lidera o envolvimento da família na Igreja para que aprendam o evangelho e estejam sob a proteção dos convênios e ordenanças”. (“Sede Pais e Maridos Justos”, A Liahona, janeiro de 1995, p. 55) Para conseguirmos, não podemos deixar de pôr certas coisas em ordem em nossa vida pessoal. A hipocrisia jamais rendeu frutos, tampouco o fará hoje. Espera-se que lideremos em retidão e incentivemos nossa família a seguir nosso exemplo. Dirijam a noite familiar e o estudo das escrituras. Dêem bênçãos do sacerdócio. Dirijam a oração familiar e pessoal. O Presidente Monson declarou: “Lembrem que um homem nunca fica tão alto como quando está de joelhos”. (in Conference Report, abril de 1964, p. 130)

Mencionado por H. David Burton na Conferência Geral de Abril 2000

O sarcasmo, também conhecido como humor seco, é um dos hábitos mais destruidores dentro de qualquer relacionamento:

A raiz grega da palavra sarcasmo é sarkazein e significa “arrancar pele como cachorros”. Em dicionários é possível encontrar a definição de sarcasmos como ironia designada a “causar dor”. Sarcasmo tem muitos usos em nossa comunicação: pode expressar agressão e insulto e pode ser usada para dominar os outros, comunicar irritação ou raiva.
Honrar o sacerdócio é mais do que cumprir nossas tarefas semanais da igreja. No lar, significa sempre estarmos dispostos a vivermos fora de nossa “zona de conforto”.

O presidente Henry B. Eyring, primeiro conselheiro na presidência da igreja, na Conferência Geral de Abril 2012, nos deu quatro conselhos muito importantes:

Primeiro, adquiram e conservem um testemunho seguro de que as chaves do sacerdócio estão conosco e que o presidente da Igreja as possui. Orem por isso todos os dias. A resposta virá acompanhada de uma maior determinação de liderar sua família, de sentimentos de esperança e de maior felicidade em seu serviço. Vocês se tornarão mais alegres e otimistas: uma grande bênção para sua esposa e sua família.

A segunda coisa essencial é amar sua esposa. Será preciso fé e humildade para colocar os interesses dela acima dos seus próprios nos desafios da vida. Vocês têm a responsabilidade de prover e de, com ela, nutrir a família, ao mesmo tempo que prestam serviço ao próximo. Isso, às vezes, pode consumir toda a energia e as forças que vocês têm. A idade e a doença podem aumentar as necessidades de sua esposa. Se decidirem mesmo colocar a felicidade dela acima da sua própria, prometo que seu amor por ela vai aumentar.

Terceiro, conclamem a família inteira a amar uns aos outros. O Presidente Ezra Taft Benson ensinou:

“Num sentido eterno, a salvação é uma questão de família. (…)

Acima de tudo, os filhos precisam saber e sentir que são amados, queridos e valorizados. Precisam ter certeza disso sempre. Obviamente, esse é um papel que os pais devem desempenhar. E com mais frequência é a mãe que consegue fazer isso melhor”.

Mas outra fonte essencial desse sentimento de ser amado é o amor entre os filhos. O constante cuidado dos irmãos e das irmãs uns pelos outros só vem depois de esforço persistente dos pais, com a ajuda de Deus. Vocês sabem que isso é verdade pelo que vivenciaram em sua própria família. E isso se confirma toda vez que leem sobre os conflitos familiares enfrentados pelo justo Leí e sua esposa Saria, no Livro de Mórmon.

Na igreja, uma das maneiras mais importantes que podemos honrar o sacerdócio é apoiando nossos líderes. Jamais procuramos nos enaltecer, criticar nossos líderes, criamos disputas, fofocas, ou mesmo rebeliões secretas.

No Manual dos Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, especificamente no de Joseph Fielding Smith, lemos sobre um caso envolvendo Joseph Fielding Smith, na época apóstolo e o então presidente da igreja Heber J. Grant:

A certa altura, quando Joseph Fielding Smith era apóstolo, a Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos estavam engajados na discussão de uma questão difícil. O Élder Smith expressara seu ponto de vista quanto ao assunto com muita veemência. Um dia, o Presidente Heber J. Grant, que era o Presidente da Igreja na época, foi ao escritório do Élder Smith. O Presidente Grant disse que, depois de considerar a questão em espírito de oração, foi inspirado a recomendar medidas em desacordo com o ponto de vista do Élder Smith. Imediatamente o Élder Smith apoiou a decisão do Presidente Grant. Mais tarde, ele declarou: “Na minha opinião, quando o Presidente da Igreja diz que o Senhor Se manifestou a ele ou inspirou-o a fazer algo, eu apoiarei plenamente o que ele fizer”

Se estivermos com dificuldade com o chamado de algum líder atual, temos a opção de pedir auxílio do Senhor. Se orarmos com sinceridade, receberemos uma das possíveis respostas:
  • Meu filho, esse homem chamado por homens, está aí para te auxiliar no seu crescimento de paz, honra e fé. Apoie-o.
  • Meu filho, esse homem foi chamado por mim, seja humilde e aceite seus conselhos. E mesmo que ele pareça incapaz do chamado que possui, EU o mostrarei o caminho.

Nunca irá haver motivo na Igreja de Cristo para contendas, afinal somos Santos dos Últimos Dias.

 

Referencias

Amor livre, a nova falacia

Amor livre, a nova falacia

Ultimamente está a maior briga e apoio ao homosexualismo. O mundo insiste em liberdade de amor…

Faço um raciocínio sobre esse Amor livre, a nova falacia, com as seguintes perguntas:

– Todos as espécies sexuadas do planeta se valem do sexo para reproduzir. O homo sapiens sapiens deu um passo a mais, relacionando afetividade ao ato sexual (ao meu ver um sinal evolutivo).

No entanto, sempre aprendemos que devemos amar nosso próximo, amar toda humanidade. Mas tanto os que são contra, quanto os que são a favor se atacam e se agridem… clara contradição “evolutiva”. Ou querem fazer sexo com todo o mundo?

Ao meu ver, precisamos de um pequeno ajuste no vocabulário:
===> SEXO LIVRE <===

Aparentemente não é amor livre, mas sim querem que o ato sexual livre seja aceito (mesmo que forçosamente) pelo resto da sociedade.

Querem estar envolvidos sexualmente com um indivíduo do mesmo sexo, fiquem à vontade. Mas não venham querer pregar amor livre, porque obviamente não há nenhum amor em VIOLAR A OPINIÃO DOS OUTROS, FAZENDO-OS PARECER VILÕES.

Amor universal é respeitar valores sociais, respeitar os outros, se importar em como se sentem, etc…

(e aceito que até heterosexuais tem violado as mesmas regras, fazendo coisas particulares em público, causando todo tipo de desrespeito.)

Nossa sociedade perdeu seus valores mais básicos… mas é hipocrisia alegar transcendência em algo que é claramente sexual.

Será que precisamos de sexo livre, ou amor livre? Perdemos tempo forçando goela abaixo coisas completamente inúteis, quando temos tantos problemas reais em nosso planeta que PRECISAMOS RESOLVER. Temos inúmeros problemas em nosso próprio pais!!!

EU CONTINUO APOIANDO A UNIDADE FAMILIAR (homem, mulher e filhos) e os que querem outra coisa fiquem à vontade no seu canto, que eu fico no meu – CONCORDEMOS EM DISCORDAR!!!

Amor livre, a nova falacia

Não venham querer me forçar a aceitar e achar normal, que eu deixo vocês no seu canto, sem forçar nada tampouco. Não sou contra nenhum homosexual, mas não sou a favor de assistir afetividade sexual homosexual (tampouco sou a favor de assistir afetividade sexual heterosexual) em publico. Faça isso na sua casa, não na rua!

Ufologia x Doutrina SUD

Ufologia x Doutrina SUD

Recentemente fui convidado à responder uma pergunta de um leitor da Revista UFO:

Prezado Gevaerd,

Sou um leitor e assisto praticamente todos os seus videos na internet.

Sou cristão, e membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, muito conhecida como os mórmons.

A pergunta que lhe faço é:

Você conhece a nossa doutrina? Em caso afirmativo acredita que suas idéias e nossa crença podem andar juntas.- 

… (o resto da pergunta é sobre casos de ufologia)

Agradeço desde já pela atenção e parabéns pelo seu maravilhoso trabalho.
Um abraço,

Segue minha resposta:

Ufologia x Doutrina SUD

Olá XXXX (nome escondindo),

Meu nome é Carlos Casalicchio, sou membro da Equipe UFO desde 2011 e minha maior atribuição é traduzir os palestrantes internacionais nos eventos organizados pela revista.

Também sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias desde 1991. Sou ativo, servi missão na Flórida, morei 6 anos e meio em Salt Lake City e participo da Ala Árvore Grande, na Estaca Sorocaba Brasil Barcelona.

O Gevaerd me encaminhou a primeira parte de sua pergunta por causa de nossas crenças comuns e com certeza posso afirmar que a Ufologia anda de mãos dadas com a doutrina SUD.

Gostaria de citar alguns exemplos:

  • Quando Deus criou a arca de Noé e o templo de Salomão, suas instruções foram claras e técnicas. (Gênesis 6: 9-22, I Reis 6) Mas, quando fez o homem, deixou muito vago a tecnicalidade de como se pareceriam (Gênesis 1:27).

Ufologia x Doutrina SUDIsso significa que não há regras exatas de como os homens devem se parecer. Esse ponto também se discute com relação às várias raças que existem em nosso próprio planeta, sejam brancos, índios, asiáticos, africanos, até aqueles que sofrem de síndrome de Down. Durante nossa história como raça humana, sempre fizemos distinção de quem era “à imagem de Deus”. Em nossas eras mais obscuras, fizemos guerras contra os muçulmanos, escravizamos os negros, queimamos mulheres na inquisição, etc. Hoje, percebemos que todos somos filhos do mesmo criador. Então, por que continuamos com a noção de que seres de outros planetas que tem aparência humanoide, embora diferentes de nós, não são à imagem de Deus?

Cientificamente falando, a simetria bilateral (//veja.abril.com.br/noticia/ciencia/evolucao-animal-ocorreu-30-milhoes-de-anos-mais-cedo-do-que-se-acreditava) aponta ao fato que somos mais evoluídos que outros seres. Civilizações de outros planetas tem a mesma simetria bilateral.

  • No filme do templo, após a queda de Adão, Lúcifer afirma que “fiz somente aquilo que foi feito em outros mundos”.

Há outros pontos que poderiam ser mencionados, mas tentei dar exemplos simples que deixam claro que a doutrina da igreja aponta para essa realidade: Não estamos sozinhos! Aceito que sofro certo preconceito de membros de minha comunidade, mas estou seguro que sua ignorância será corrigida em breve.

Why am I still a Mormon?

Why am I still a Mormon?

When you look into a general authority’s eyes, you see a quiet dignity, a sublime countenance of experience and unspeakable knowledge. It is a known fact they have lived through powerful life changing experiences that, most times, are too sacred to share publicly. Why am I still a Mormon?

I am NOT a general authority. However, have lived through experiences that few can relate to and that makes me quiet and force me to be abstract in my comments about gospel matters.

Converted to the church in my late childhood years, I was able to experience some of the first bullying experiences in my life, IN CHURCH, from other children in Primary, who did not appreciate me too much, for not dressing up like the rest of them, and by not knowing the gospel stories as they did.

That bullying did continue after becoming a deacon, teacher, and priest. At the time, I was not even aware of the bullying, as I was often looking up to those same kids that were bullying me, wanting to be more like them. Little did I know that they did not appreciate me at all.

Regardless, I graduated from seminary and had to, due to military mandate, serve 10 months in the local regiment. During that time, my father, which was not a member of the church, passed away, at age 47. Leaving me, the only boy in the family, to care for my two sisters and mother, who began to rely on me for emotional support. Picture 013

Interestingly enough, I decided to leave on a mission, regardless of the trials my family was going through. I could have stayed home, and many said it would be understandable if I did. Nevertheless, I felt the urgent desire to serve my Lord and engage in missionary work.

My stake president stated that I was not to send my application until my military service concluded. He did not allow me to send them. To my surprise, most leaders of the church encourage youth to prepare for a mission, and yet my stake president was refusing me. Faithfully I waited and sent my papers afterwards.

My missionary calling sent me to serve in Ft. Lauderdale, Florida. Very few youth, at the time, had callings to serve in a foreign country. From that moment on members started asking whether my father had an important calling in the Church, and how astonished did they become to learn that my father was already deceased and that he did not even join the church in life. During my mission, I have found that service in the United States is not the same as in Brazil. I participated in very few baptisms, and had experiences that were not conceivable to members in my home country. It was no surprise that members criticized me and claimed I was not a good missionary whenever I tried to share my experiences. My stake president said I would go apostate.

To add insult to injury I chose the wrong girl to marry, struggled for six years, only to find out the person I had longed to live with for eternity was not being faithful to the gospel nor me. A wonderful daughter did not need to suffer, but did and is, to this day, suffering with the splitting up of her parents. I did not want this for her. On top of that, the person I had shared my life with for six years, started accusing me of all kinds of heinous crimes, in order to dishonor me and prevent me from gaining custody of our little girl. It was a horrible divorce.

Why am I still a Mormon?Yet, even after all these years, I have continued to rely on my Savior and hoped to become worthy of his enduring love and salvation. Throughout the years, I finished an Associate degree, Bachelor Degree, Master in Business Administration, and just recently have completed a specialization in Organizational Psychology. Have studied Graphology, Neurolinguistics, body language, MBTI, Hartman Colors, and have been able to help dozens of youth, engaged and married couples improve their relationships and even save their marriages.

Did become proficient in human resources, being able to aid people in improving their resume, make professional decisions and even to pursue treatment and professional help.

Have learned to become an above average motivational and doctrinal speaker, teacher, and personal coach. Learned to conduct hymns, am studying piano, and strive to serve the best I can, in whatever calling or situation.

However, last year, my bishop suggested my name for a calling but the Stake simply disregard my name, stating I was not worthy. Many in my ward, other wards, and stake believe the stories my ex wife has been spreading. People ignore me, like a stray dog that no one has the courage to send away but do not want to take care either.

Most recently the stake released from a different calling and told me to pray that, one day, the Lord will bless me again with another calling.

I pondered in my mind: Am I really supposed to be a member of this church? I get more recognition and respect from outside the church than within it. Outside the church, I get many more chances to serve. Are both stake presidents right about me? Am I to apostate? Am I unworthy?

Reluctant to say, I have questioned whether I should stay. People may insult you, lie to you, offend you, lack empathy or down right ignore you completely. Yet, this is The Church of Jesus Christ of Latter Day Saints. I am not a member to please others. I am a member because I want to become more like Christ himself. I stay because I yearn for his love, and his salvation.

Some may read this article and think I am a very bitter person. Perhaps I am. Moreover, I am sure that other people have been through much worse. Nevertheless, I feel that my story may strengthen someone’s desire to endure to the end, as I have decided to endure, regardless of the trials I have and may face. Why am I still a Mormon?

This is the gospel of Christ, the only church on earth with all the keys and ordinances that will help mankind return to our Heavenly Father. Men may do wrong, but Christ will always teach us the best way we can learn, force us to become humble, if necessary, so we can rely on Him and remain steadfast in this straight and narrow path.

Quoting Ether 12:27:

And if men come unto me I will show unto them their weakness. I give unto men weakness that they may be humble; and my grace is sufficient for all men that humble themselves before me; for if they humble themselves before me, and have faith in me, then will I make weak things become strong unto them.

I am weak, but know that He will never forsake me. I may sin, or fall short of his path, but HE will always support me to return, repent, and become strong unto Him. I encourage those who read this article to seek his support and remain in His Church. I love him, and will strive as long as I am able, to do His will.

Update 3-Ago-2014

A few months have passed, and I’ve had a lot of time to think about all the events in my life I’d like to fix, if I were given the chance of going back and redo my life. I have plenty of regrets. Not only of things that have happened to me, but also for things that could have been done better, things I did not do, and should have, and things I shouldn’t have done, but did.

It may be truth, that I’ll never receive another calling, and that I may end up falling into apostasy. Nevertheless, I’ll continue to strive to stay on course, remembering my Savior’s love and care. I cannot deny all the blessings and knowledge I have gained over the years. I hope to remain worthy of his love, even if I’m less than what I was supposed to have become.

I have given up on hoping to find joy and happiness in this life, but I retain the hope that there is a purpose to all of this, and that I do have a mission. I’m not here only to go through the motions. I do not understand the purposed of everything, but I am learning to see the mistakes that were perpetuated, through the generations before me, and those I have committed on my own, and am questioning my points of view, my behavior, and my previous knowledge.

Regardless, one thing has remained strong and unchanged: my knowledge of who I am, and that, although I’m far from what I should be, I am on the right path… and most of all, I am still trying!

References:

//www.lds.org/topics/church-organization/the-church-of-jesus-christ?lang=eng //www.lds.org/church/leaders?lang=eng //www.lds.org/scriptures/bofm/ether/12.27?lang=eng

O Evangelho na Internet e Mídias Sociais

O Evangelho na Internet e Mídias Sociais

O Elder M. Russel Ballard, em um discurso para os estudantes da BUY Havai, em Dezembro de 2007, disse:

“Este é o mundo do futuro, com invenções inimagináveis – do tipo que surgirão em sua época, assim como surgiram na minha. Como você usará essas maravilhosas invenções? Para ser mais direto, como você as usará para promover o trabalho do Senhor?

Você tem uma grande oportunidade de ser uma poderosa força para o bem na Igreja e no mundo. É verdadeiro o antigo adágio de que “a caneta é mais poderosa que a espada”. Em muitos casos, é com palavras que você realizará as grandes coisas que se dispôs a fazer. E é principalmente a respeito das maneiras de compartilhar essas palavras que eu quero conversar com você.”

Faço de suas palavras o tema de meu discurso: Como estamos usando a internet e mídias sociais para expor nossas crenças, opiniões e sentimentos. Mais especificamente, sobre o evangelho.

O Elder Ballard continua, dizendo:

“Porém, algumas dessas ferramentas – como ocorre com qualquer ferramenta em mãos inexperientes ou indisciplinadas – podem ser perigosas. A Internet pode ser usada para proclamar o evangelho de Jesus Cristo e, com a mesma facilidade, pode ser usada para vender a sujeira e a imundície da pornografia. Aplicativos como o iTunes pode ser usado para baixar tanto uma música edificante e inspiradora quanto o pior tipo de letra agressiva e cheia de palavrões. As redes de relacionamento social na Web podem ser usadas para ampliar amizades saudáveis com a mesma facilidade com que podem ser usadas por predadores que tentam atrair e aprisionar os descuidados. Isso não é diferente do modo como as pessoas escolhem usar a televisão ou filmes ou até mesmo uma biblioteca. Satanás é sempre rápido em explorar o poder negativo das novas invenções, em estragar, degradar e neutralizar qualquer efeito para o bem. Certifique-se de que as escolhas que você faz ao usar a Nova Mídia sejam escolhas que ampliem a mente, aumentem as oportunidades e nutram a alma.”

Em 2007, a NBC Television fez uma entrevista com o Elder Ballard, e ele segue:

“Alguns dias mais tarde, a história apareceu e, no segmento de 4 minutos que foi ao ar, havia uma curta citação de mais ou menos 6 segundos, tirada da entrevista de uma hora. Foi apenas o tempo suficiente para que eu testificasse de nossa fé em Jesus Cristo como o centro de tudo em que acreditamos. Repito, foram usados apenas seis segundos de uma entrevista de 60 minutos. Aqueles seis segundos são bem típicos, na verdade, para a mídia tradicional da TV, que pensa e põe no ar segmentos muito curtos. A grande diferença de antigamente para hoje em dia é que o repórter também colocou 15 minutos da nossa entrevista no site da NBC Nightly News. E aqueles 15 minutos ainda estão lá. Aquilo que dizemos não mais aparece e some da tela num instante, mas continua como parte de um arquivo permanente e pode aparecer em outros sites que reúnam o conteúdo. As pessoas que usam os mecanismos de busca da Internet para localizar tópicos sobre a Igreja encontrarão aquela entrevista e muitas outras. “

Temos, hoje, várias ferramentas de comunicação, entre elas o Facebook, Twitter, Google+, WordPress, Youtube. Um estudo da Universidade de Illinois, publicado em 2002, intitulado “Sobrecarga de Informação: Ameaça ou Oportunidade” apontou que um jornal impresso de hoje, domingo, possui mais informações que uma pessoa comum do século 17 iria ler em toda sua vida.

Social Media Logotype Background - O Evangelho na Internet e Mídias Sociais

Imaginem a quantidade de informação disponível através da internet.

A informação está disponível 24 horas por dia, e pode ser veiculada imediatamente, relatando notícias em tempo real.

Temos muito conteúdo ótimo e valioso na internet. Podemos considera-la como nossa nova enciclopédia. Temos acesso rápido a informações que, séculos atrás, era impossível de encontrar durante uma vida inteira.

Podemos usar a internet como uma poderosa ferramenta para transmitir notícias, informações, mas também nosso testemunho e conhecimento das escrituras.

O Evangelho na Internet e Mídias Sociais

O Elder Ballard menciona:

“Gostaria de dar outros exemplos de como os membros da Igreja estão usando a Nova Mídia.

Um membro da Igreja que mora no Meio-Oeste dos Estados Unidos faz um esforço coordenado para compartilhar o evangelho todos os dias, pessoalmente. Depois, ele escreve em um blog sobre seus esforços diários em partilhar os ensinamentos do Livro de Mórmon e em dar cartões da amizade a todos os que encontra. Seu esforço de compartilhar o evangelho de modo tão diligente é admirável, e seu esforço extra em escrever sobre isso sem dúvida inspira muitos outros a fazerem o mesmo.

Outros registraram e colocaram seu testemunho sobre a Restauração, os ensinamentos do Livro de Mórmon, e outros assuntos do evangelho em populares sites de compartilhamento de vídeo. Você também pode contar a sua história a não-membros dessa maneira. Use histórias e palavras que eles compreendam. Fale honesta e sinceramente sobre a influência que o evangelho tem exercido em sua vida, sobre como ele o ajudou a vencer fraquezas ou dificuldades e ajudou a definir seus valores. A audiência dessas e de outras ferramentas da Nova Mídia pode muitas vezes ser pequena, mas o efeito cumulativo de milhares de histórias assim pode ser grande. O esforço combinado com certeza compensa os resultados, mesmo que apenas algumas pessoas sejam influenciadas por suas palavras de fé e amor a Deus e a Seu Filho, Jesus Cristo.

A Restauração do evangelho de Jesus Cristo sem dúvida teve uma forte influência em sua vida. Em parte, ela moldou quem você é e como será o seu futuro. Não tenha medo de partilhar a sua história com outras pessoas – suas experiências como seguidor do Senhor Jesus Cristo. Todos nós temos histórias interessantes que influenciaram nossa identidade. Compartilhar essas histórias é um modo de falar com outras pessoas que não gera intimidação. Contar essas histórias pode ajudar a desmistificar a Igreja. Você pode ajudar a vencer concepções errôneas por meio de sua própria esfera de influência, que deve incluir a Internet.

Apóstolo Paulo admoestou-nos a não nos “[envergonharmos] do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação” (Romanos 1:16). Que fiquemos todos firmes e falemos com fé ao compartilhar nossa mensagem com o mundo. Muitos de vocês são ex-missionários e podem manter uma conversa significativa no idioma que aprenderam na missão. O alcance de sua influência pode ser internacional.

Ao participar dessa conversa e usar as ferramentas da Nova Mídia, lembrem-se de quem são: santos dos últimos dias. Lembrem-se, como diz o provérbio: que “a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15:1). E lembrem-se de que a discórdia é do diabo (ver 3 Néfi 11:29). Não é necessário argumentar ou contender com outras pessoas em relação a nossas crenças. Não é preciso colocar-nos na defensiva ou tornar-nos beligerantes. Nossa posição é sólida; a Igreja é verdadeira. Precisamos apenas ter uma conversa, como fariam amigos na mesma sala, sempre guiados pelos sussurros do Espírito e constantemente recordando-nos da Expiação do Senhor Jesus Cristo, que nos lembra de como são preciosos os filhos de nosso Pai nos céus.”

Há aqueles que criticam a internet, principalmente o Facebook, que está no auge aqui no Brasil, por ser perda de tempo e fonte de fofocas. Concordo que várias pessoas gastem seu tempo com a internet e mídias sociais com coisas banais.

No entanto, é possível “curtir” páginas sobre política, filosofia, sobre a Igreja, sobre autores de obras literárias e músicas eruditas, jornais e inúmeras outras que postam, diariamente, notícias e informações que podem enriquecer nossas vidas e abrir nossos olhos para o que está acontecendo com o mundo e para ajudar-nos a fortalecer nossas crenças.

O Evangelho na Internet e Mídias SociaisHá inúmeros vídeos no Youtube, de indivíduos que ensinam como criar, tocar instrumentos, consertar aparelhos eletrônicos, aprender um novo idioma, etc.

Um ponto importante que gostaria de frisar é que nossos hábitos na internet aparecem para nossos amigos e pessoas que nos acompanham. Por isso, devemos ter cuidado ao escolhermos o que “curtir”, assistir, ler e postar. Não é somente o que podemos fazer em favor da Igreja que conta, mas também devemos nos precaver de participar de grupos ou postagens que sejam negativas.

Como exemplo, cito um grupo do Facebook que fez comentários ofensivos contra a comunidade japonesa no Brasil e, como consequência, todos os integrantes desse grupo foram colocados na lista negra do consulado japonês no Brasil, e sumariamente impedem que qualquer um desses indivíduos consiga um visto para ir para o Japão.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem investido em tecnologia como ferramenta para difusão do evangelho, e também como auxílio de ensino. Todos os anos, há uma conferencia focada em tecnologia, na cidade da sede da Igreja, Salt Lake City. Tal conferencia é a LDSTech.

Termino prestando meu testemunho, como profissional de tecnologia, que minha vida pode avançar grandemente por me focar em usar a tecnologia para meu crescimento, tanto profissional, pessoal, quanto espiritual. Aprendi muita coisa sobre a história da Igreja, e do mundo, por pesquisar a internet.

Afirmo que a internet e mídias sociais são bençãos em nossas vidas, se soubermos usá-la com sabedoria.

Referencias

Elder M. Russel Ballard, Compartilhar o Evangelho Usando a Internet, 15 de Dezembro 2007, Adaptado de um discurso proferido na Universidade Brigham Young-Havaí , disponível em //www.lds.org/liahona/2008/06/34/1?lang=por

Bernhard Jungwirth e Bertram C. Bruce,  Information Olverload: Threat or Opportunity, Fevereiro 2002, disponível em //www.readingonline.org/electronic/JAAL/2-02_Column/

Richard Alleyne, Welcome to the information age – 174 newspapers a day, 11 de Fevereiro 2012, The Telegraph, disponível em //www.telegraph.co.uk/science/science-news/8316534/Welcome-to-the-information-age-174-newspapers-a-day.html

Página de aplicativos SUD disponíveis (somente em inglês): //www.lds.org/pages/mobileapps?lang=eng

Site de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias //www.lds.org/?lang=por

Porque não faço minhas visitas de mestre familiar?

Porque não faço minhas visitas de mestre familiar?

Porque não faço minhas visitas de mestre familiar?

Em um discurso proferido em uma reunião geral do sacerdócio da Igreja, o Presidente Ezra Taft Benson ensinou:

“Sinto-me motivado a falar-lhes do programa do sacerdócio que foi inspirado desde sua criação” um programa que toca corações, que muda vidas e que salva almas; um programa que tem o selo de aprovação do Pai Celestial; um programa tão vital que, se for seguido, vai ajudar a renovar espiritualmente a Igreja e exaltar seus membros e suas famílias.”

Esse programa é o de Mestres Familiares. Instituído desde os primeiros anos da restauração do evangelho, mas muitas vezes negligenciado pelos membros do sacerdócio.

E Por que essas visitas não são feitas? Seguem alguns dos motivos:

TEMOR DE FALAR EM PÚBLICO

Apesar de não ser considerado um grande público, uma família visitada se torna um público. Os sintomas fisiológicos relacionados ao temor de falar em público incluem suor, dificuldade em respirar, gagueira, torpor de pensamento, tremedeira, etc. Em alguns casos, esse temor pode ser tamanho incomodo para o mestre familiar que esse acaba por não fazer nenhuma visita, para não ter que experimentar os sintomas novamente.

MEDO DE RESPONSABILIDADE

As famílias visitadas são responsabilidade da dupla de mestres familiares. O bem estar financeiro, emocional e mesmo social das famílias deve ser analisado e sua manutenção acompanhada. Para alguns, saber dessa responsabilidade, se torna um peso emocional muito grande e causa pavor e medo.

MEDO DE ENSINAR

Relacionado ao temor de falar em público, o medo de ensinar é mais comum em duplas que visitam membros com mais tempo de igreja, com mais conhecimento, ou de cargos mais importantes na ala ou estaca. Como que o mestre familiar deve ensinar uma família que está tão firme no evangelho, ou que sabe tão mais que o próprio mestre familiar?

FALTA DE TREINAMENTO EM COMO FAZER VISITAS

Não existe receita de bolo. Normalmente, uma oração para abrir e outra para finalizar a visita, uma conversa sincera para verificar a situação espiritual, emocional, financeira e social da família, uma breve mensagem, muitas vezes da Liahona. Mas, nada impede que seja somente um momento de descontração, de amizade, de fortalecimento de laços.

TIMIDEZ

Dependendo da personalidade do mestre familiar, a timidez pode ser tênue ou acentuada. Em qualquer instancia, a timidez pode ser minimizada pelo convívio. As primeiras visitas sempre são as mais incomodas, mas com o tempo, quando a amizade se solidifica, a timidez desaparece.

FALTA DE CONHECIMENTO DO EVANGELHO

A falta de conhecimento está relacionado ao medo de ensinar, pois para muitos, o evangelho ainda não é tão claro. O testemunho é claro, aquele sentimento de segurança que o evangelho é verdadeiro, que Jesus é O Cristo, que Joseph Smith restaurou a verdade, que o Livro de Mormón é a palavra de Deus, que a Bíblia é a palavra de Deus. No entanto, um estudo completo de toda doutrina, das escrituras, o conhecimento da estrutura da igreja, do sacerdócio, leva anos de estudo e dedicação. Para alguns, esse caminho ainda está sendo trilhado e, portanto, temem não saber o suficiente para serem capazes de ensinar outrem.

FALTA DE TEMPO

Talvez o pior e maior problema dos nossos dias. Todos estamos atrás de pagar as contas, estudar, criar nossos filhos, meditar, aprender, e assim por diante. Gosto de comentar o paradoxo do tempo: Se formos fazer tudo que nos dizem que devemos fazer “” escovar os dentes 3 vezes ao dia, usar desinfetante bucal; estudar as escrituras, cuidar da casa, fazermos exercícios, trabalharmos 8 horas por dia, cuidarmos de nossos filhos, estudarmos algum assunto do nosso interesse, etc, o dia teria que ter 48 horas.

Portanto, conseguir fazer tempo para visitas de mestre familiar exigem disciplina e força de vontade.

Em qualquer uma dessas situações, podemos procurar o apoio de nossos líderes, do Senhor e do Espírito, através de oração, jejum e estudo.

Não podemos tratar o ensino familiar com pouco caso. O chamado do ensino familiar deve ser aceito como se tivesse feito pessoalmente pelo Senhor Jesus Cristo.

O trabalho de Mestres Familiares é um dos alicerces da ala. Quando fortalecemos nossos elos, entre famílias, podemos fortalecer nossa ala.

Os mestres familiares podem: … certificar-se que a igreja se reúna amiúde e também certificar-se que todos os membros cumpram seus deveres” (D&C 20:53-55).

“…visitar a casa de todos os membros, exortando-os a orarem em voz alta e em segredo e a cumprirem todas as obrigações familiares” (D&C 20:51).

Mesmo se nunca fomos visitados, podemos melhorar nossa espiritualidade e gratidão ao Senhor visitando nossos irmãos da ala.

Pierre Beaumarchais disse:

“Só nos interessamos pelos problemas dos outros quando os nossos não nos preocupam.”         

Apesar de não ter encontrado a referência, lembro da história do pai que não consegui acalmar o recém-nascido, que chorava de fome, num trem. Os outros passageiros aguentaram pacientemente, mas acabaram por se irritar com o rapaz ordenando que fizesse o choro irritante parar. Com lágrimas nos olhos, o pai exclamou que não conseguia, pois estava na hora da criança mamar, mas a mãe estava num caixão, no vagão de trás.

Nessa hora, os outros passageiros perceberam sua falta de empatia, se enterneceram e começaram a se oferecer a ajudar o pai desesperado.

O evangelho nos ajuda a abrir nossos olhos e enxergar o amor de Cristo. Mesmo com todo o sofrimento dele, tudo que Ele fez foi por nós!

Que possamos ver os problemas dos outros e percebemos que nossos problemas não são tão grandes.

Onde for possível, os mestres familiares visitam os membros em casa pelo menos uma vez por mês. Os mestres familiares também procuram outras maneiras significativas de zelar pelas famílias que lhes foram confiadas e de fortalecê-las. Eles podem, por exemplo, prestar serviços í  família ou entrar em contato com os membros da família por correspondência ou telefone.

Os mestres familiares representam o Senhor, o bispo e os líderes do quórum ou do grupo. Podem ser uma importante fonte de ajuda para os membros. Eles consultam o chefe da casa para informarem-se das necessidades da família e sobre como podem ser mais úteis.

Os mestres familiares se informam dos interesses e das necessidades dos membros da família e se lembram de acontecimentos especiais na vida deles.

Quando necessário, os mestres familiares ajudam os pais a assegurarem-se de que os filhos sejam abençoados, batizados e confirmados. Também podem ajudar os pais a assegurarem-se de que o Sacerdócio Aarônico e o Sacerdócio de Melquisedeque sejam conferidos aos filhos homens e que sejam ordenados aos ofícios do sacerdócio na idade certa.

Os mestres familiares oferecem ajuda quando o membro está desempregado, enfermo, solitário, de mudança ou com outras necessidades.

Os mestres familiares ajudam os membros a fortalecer a no Pai Celestial e em Jesus Cristo e os incentiva a fazer e guardar convênios sagrados. Esse serviço é particularmente importante para os membros novos e para os membros menos ativos.

Os mestres familiares marcam suas visitas em horários convenientes para as pessoas e famílias. Devem lembrar-se de que são convidados dos membros a quem visitam.

Em conclusão, afirmo que o programa de mestres familiares tocam os corações, fortalecem laços de amizade e elos entre líderes e famílias. Caso tenha dificuldades com suas visitas, procure seu Bispo, presidente do Quórum, Sumos Sacerdotes, ou mesmo líderes da Sociedade de Socorro, para as professoras visitantes.

Ler também //www.lds.org/topics/home-teaching?lang=por